Contra a Infantilização da Radicalidade, Notas sobre o filme “O Grupo Baader Meinhof”

Os Silêncios Históricos e os Gritos Histéricos na Cultura Anticomunista

Existe uma frase muito popular dentre os círculos de esquerda na qual eu gosto muito, ela é de Slavoj Zizek e diz que é mais fácil imaginar o fim do mundo do que imaginar o fim do capitalismo. Ao observar a enxurrada de narrativas na cultura pop sobre o apocalipse nas suas mais várias formas e nas mais diversas mídias podemos ver como que, com a queda do campo socialista e a grande difusão do balanço histórico burguês sobre o movimento de esquerda no século XX, os medos e frustrações da população no neoliberalismo geram na mídia não só uma catarse ao ver a destruição total do mundo como é estabelecido hoje, como também vemos um crescente sentimento pessimista em relação à natureza humana, dando uma falsa impressão de que o ser humano é egoísta por natureza e de que qualquer outra alternativa ao  capitalismo seria tão ruim e tão bárbara quanto. 

Este pensamento de que, mesmo aos trancos e barrancos, este é o melhor dos mundos possíveis é o resultado de anos da construção da narrativa anticomunista nas sociedades ocidentais pois o único movimento que, no campo histórico, conseguiu se impor e demonstrar que não só é possível mas como também é viável a existência de outros mundos é o movimento comunista e as experiências do socialismo real. Difamando ele, toda e qualquer possibilidade de mudança radical da sociedade se extingue e nos resta apenas o famigerado fim da história neoliberal branco, é importante ressaltar isto pois tal pensamento é um produto do processo ideológico do neoliberalismo. A ideologia do capitalismo no seu estágio atual conseguiu canalizar todo e qualquer sentimento de mudança e os transformou em produtos, Frida Kahlo não é mais uma militante comunista que possuía quadros de Lenin, Stalin e Mao no seu quarto mas sim uma artista liberal empoderada que gera uma boa quantia de dinheiro com produtos que fazem alusão a ela e a sua obra e qualquer figura que ultrapasse o limite do aceitável de radicalidade dentro do liberalismo é considerada como louca, delirante ou psicopata pois a normalidade é a normalidade da propriedade privada e apenas se seguindo ela é que é possível se ser uma pessoa sã de acordo com o sistema capitalista.

Nessa patologização dos agentes históricos e sociais, quem determina quem é normal e quem é uma aberração, o militante comunista é a figura mais desprovida de senso de realidade, pois quem são teria o impulso de construir um mundo em que ninguém dormisse na rua? Quem na plenitude de suas capacidades mentais extrapolaria a lógica do estado burguês? Mas não apenas estes são aqueles que são os “loucos” para o pensamento da ordem, quando a realidade se impõe e já é impossível se mascarar genocídios e regimes de barbárie contra o povo, as figuras que mais a risca seguiram os princípios de superioridade da propriedade privada e de primazia da ordem colonial também são deturpadas ao ponto de que elas mesmas também são loucas, pois assim a loucura e o sadismo do capitalismo se formam em uma distância tão grande que já não se pode mais colocar Hitler no mesmo campo político que Bolsonaro, Ronald Reagan, Churchill e Margaret Thatcher. O que quero dizer com este parágrafo é que não apenas o nazismo foi um movimento de extrema-direita como Hitler e Mussolini não foram homens loucos, com traumas pessoais que os fizeram ser a encarnação do puro mal e que se aproveitaram de um estado de histeria coletiva, mas sim foram homens completamente normais para o seu tempo e que inclusive foram elogiadas no início do seu regime por figuras direitistas como Winston Churchill¹ e Ludwig Von Mises²  justamente por representarem também os valores da burguesia europeia. 

Quem cria e dá forma a ideia atual de que o fascismo e socialismo real são gêmeos é a pensadora política Hannah Arendt com os seus livros “As Origens do Totalitarismo” e “Sobre a Revolução” onde ela coloca estes dois conceitos centrais para as narrativas anticomunistas: de que a violência por si só é a antítese da política e estes movimentos “totalitários” são a negação da política ao utilizá-la (claro que sem nunca contextualizar quem cometia que violência em qual contexto, e sem também reconhecer a violência cometida pelos países por ela considerados como “democráticos” como Estados Unidos e França) e de que o totalitarismo é um estado onde a ideologia substitui o senso de realidade, e suas ações e seus métodos são irracionais e que só visam fazer a sua própria ideologia (mesmo quando é provado historicamente a ligação entre empresas que ainda existem hoje com o nazifascismo e o comércio de escravos que manteve muitas das indústrias do reich³). Sendo assim, ela consegue, ao mesmo tempo, suprir as duas grandes necessidades do pensamento burguês no início da Guerra Fria:  o de separar o capitalismo do nazifascismo e de aproximar este mesmo de todos os movimentos de libertação nacional, colocando, como diz o filósofo Domenico Losurdo, as vítimas do colonialismo no mesmo banco de réus que os seus algozes! 

Este pensamento de “duas faces da mesma moeda” se mostra em uma série de desonestidades intelectuais históricas tanto na direita, com as acusações de que o nazifascismo foi um movimento de esquerda(mesmo o próprio Hitler tendo proclamado o seu ódio fulcral pela URSS e a sua profunda admiração pelo regime de supremacia racial nos EUA), tanto na esquerda, como é o caso da coluna da Jornalista Rosana Pinheiro Machado que comparava a revolução cultural chinesa com o bolsonarismo[4] (mesmo que a revolução chinesa tenha libertado a China de um dos regimes mais sangrentos da história da humanidade, que foi o imperialismo japonês)[5]. 

Ao se analisar os aspectos formais desta retórica liberal, vemos que aquilo os formula estruturalmente é mais aquilo que não se diz do que aquilo que é de fato falado, tal é o principal alicerce do discurso anticomunista: o silenciamento sistemático de fatos e agentes históricos. Sendo assim, pode-se dizer que o anticomunismo é, na sua maioria, uma narrativa que ignora e seleciona os fatos que quer apresentar da forma que quer apresentar, pois apresentar o todo, as diferentes vozes e causas dos acontecimentos históricos e suas motivações, impossibilitaria qualquer pessoa média de continuar defendendo o atual modo de produção internacional. Entretanto, é importante pontuar que esta mentira é uma arte, que ao passar da segunda metade do século XX foi se lapidando e construindo silenciamentos sutis, mas efetivos, ao retratar fatos históricos, e é este o fato que mais me atrai no filme “O Grupo Baader Meinhof”.

O Silenciamento da Fração do Exército Vermelho 

Primeiro de tudo, o que foi o Baader Meinhof? A história da Fração do Exército Vermelho (RAF, na sigla em alemão) é um episódio obscuro da história da Alemanha que parece ser recoberto por um véu de silêncio que, quando é quebrado, dificilmente sai da própria Alemanha. A RAF, que mais tarde vai ser chamada de Grupo Baader-Meinhof devido aos seus dois integrantes mais notáveis (Andreas Baader e Ulrike Meinhof) foi um grupo guerrilheiro alemão que atuou dos anos 70 até os anos 90 na então alemanha ocidental. Era um grupo de inspiração maoísta que performou uma série de roubos a banco, bombardeios, assassinatos e sequestros, deixando 34 mortos ao longo da sua existência. O filme em questão irá retratar a chamada primeira geração da RAF, desde os antecessores a criação da guerrilha até a morte dos últimos membros restantes.  

A primeira coisa que deve ser deixada clara é que a história da RAF, para o movimento comunista, traz muitos exemplos de erros cometidos pelos movimentos de esquerda radical na época, principalmente na Europa, e não é meu objetivo  com este texto defender os erros cometidos, mas sim mostrar como que a nossa história é deturpada e esvaziada, pois se houveram erros houveram também uma série de motivos sociais e históricos que motivaram a formação de um grupo assim, e que também motivaram um terço da juventude alemã na época a apoiar as suas ações e ela ainda possuir admiradores ao longo do mundo até hoje. 

Voltando ao que foi dito na seção anterior, a completa concepção de mundo construída pela ideologia capitalista não consegue abranger a completude da realidade e dos processos históricos reais que ocorreram ao longo do tempo. Mesmo que não se tenha como objetivo explícito na obra de arte difamar os movimentos de esquerda, nenhum de nós, artistas, conseguimos escapar da ideologia, nem mesmo quando tentamos agir de maneira imparcial, pois certas mentiras são como aquelas de Goebbels, que são repetidas a tal ponto na qual elas se transformam em realidade.

Tal paradoxo demonstra exatamente a contradição do diretor e a falência do filme em executar a sua proposta. O filme acompanha a vida de Ulrike Meinhof durante os períodos que antecederam a sua ingressão no grupo e demonstra dois acontecimentos reais de violência policial alemã que marcou a geração Baader Meinhof, dando uma explicação básica daquelas que teriam sido as preocupações do grupo. Após isso, o filme retrata explicitamente os atentados terroristas seguindo um rigor com os fatos  e a sua cronologia, tentando aplicar uma espécie de imparcialidade, se propondo a mostrar “os podres” dos dois lados. Sendo assim, onde está a mentira? Ela se encontra em uma camada mais profunda do que os próprios fatos, as distorções estão exatamente no plano individual da construção de cada personagem.

Pensando então nesta camada narrativa, é importante perguntar, então, quem pode falar em uma obra? Geralmente quando analisamos as representações de gênero e raça no cinema nós observamos não apenas qual papel os personagens tem na sua história mas também como eles estão representados, se o seu pensamento e a sua visão de mundo realmente é mostrada no filme, ou se eles estão apenas subordinados ao discurso do homem, geralmente branco, do filme. 

Nesta obra em questão, quem dialoga e discute os temas do filme não é nenhum dos integrantes da RAF, mas sim os agentes de estado que estão trabalhando na sua captura. Os próprios escritos de Ulrike Meinhof são selecionados apenas em suas passagens mais “radicais” e suas falas também são uma seleção daquelas que apenas dão a entender que ela já estava predisposta a ser uma terrorista, e não como uma teórica real que foi uma intelectual extremamente influente para a sua época e que tocou em temas muito importantes para a Alemanha pós-Hitler. 

Sendo assim, quem fala e reflete sobre os acontecimentos e conclui a tese do filme é aquele que trabalha para o estado policial que assassinou um jovem com um tiro na cabeça no início do filme. Colocando os pesos que cada fala tem no filme em uma balança, vemos que ele passa longe de uma imparcialidade, pois a conclusão de que “os dois lados estavam errados” não anula ambos os lados quando um deles é um estado, que hoje em dia é a maior potência industrial da união europeia, enquanto o outro lado foi barbaramente torturado psicologicamente até o suicídio. Um lado continua sendo um vencedor, mesmo estando errado, e o outro lado continua morto. Se o filme quisesse mesmo retratar como a violência foi errada aos dois lados, o espectador não teria uma estranha reflexão ao olhar para o mundo lá fora e perceber que todo o estado capitalista alemão continua existindo mesmo tendo feito o que fez?

É por isso que os dois lados neste filme, diferentes dois dois lados na vida real, não são o socialismo e o capitalismo, mas sim o conservadorismo e o progressismo. Nenhum dos personagens integrantes da RAF neste filme demonstram a sua orientação de extrema esquerda da forma na qual as figuras reais que os inspiraram fizeram, você não vai ouvir Meinhof dizer que não existe uma emancipação apenas feminina e discutir as suas reflexões sobre o tema, o máximo que o telespectador pode esperar nas duas horas e meia de duração de filme são algumas discussões esparsas sobre não-monogamias que, no contexto da cena que estão inseridas, são utilizadas como chiste. Porque, para além da piada, o pensamento de esquerda não pode ser mostrado em sua completude, pois corre o risco de que, se apresentado, talvez ideias perigosas como o Marxismo-Leninismo atraiam a atenção da juventude e talvez tenham pessoas que acabem realmente concordando com as causas pela qual aquelas pessoas lutaram e morreram, e este talvez, para um filme de alto-orçamento como o que estamos discutindo, não pode ser tolerado. 

Aquilo que realmente pode ser tolerado é o comunista enquanto ele seja a representação dos anseios de uma juventude, os anseios por afetos livres e contra as mais variadas discriminações, mas  nunca como um pensamento sério, rigoroso e científico, que tem como o objetivo a derrubada da propriedade privada e a distribuição dos meios de produção, pois isso é perigoso. Chegamos, então, na representação do militante comunista em nas mídias. 

Como já foi dito, é de fato um risco muito grande a ser tomado a representação verdadeira daqueles que realmente militam ou militaram em  organizações revolucionárias. Sendo assim, a solução encontrada é elevar o marxismo ao patamar de uma estética, não de uma prática, por isso nós encontramos várias pessoas de uma certa esquerda que se diz extremamente comunista, mas que não tem a disposição de se organizar e fazer nenhuma militância de fato. O militante representado na figura pop não possui diferenças internas significativas que o diferencia de um punk adolescente.

A tragédia real e fictícia de Ulrike Meinhof e a representação da mulher no filme.

Existe um vale da estranheza, entretanto, quando se deixa de analisar a ótica do filme em relação a todo o grupo e observamos o caso daquela que pode ser considerada a personagem principal do filme: Ulrike Meinhof. No seu caso, em específico, a figura do militante juvenil e sonhador ganha mais dimensões do que no caso dos outros, sendo uma espécie de anti-heroína trágica, que inspira empatia na audiência por ter tido praticamente 30 minutos de a mais de contextualização biográfica do que todos os outros personagens mas que é apenas um grande amontoado de frustrações, que geram uma atitude impensada e irracional que acaba por ter que ser paga com a sua própria vida. 

Não existe uma mulher para além do adultério por parte de seu marido da mesma forma que não existe intelectual além da jovem jornalista que não encontrava uma grande aceitação de suas ideias, ela é apenas uma grande falha trágica, que não consegue suscitar algum nível de entendimento que vá além do sentimento pena, sem realmente explicar como uma pensadora influente no debate público da época acabou indo fazer parte de uma guerrilha, pois explicar isso seria dar uma plataforma muito grande para um conjunto de ideias que estavam certas.

Ao se analisar quem de fato foi Ulrike Meinhof em sua vida você encontra, para além dos problemas de ordem pessoal na qual todo mundo possui, uma pensadora que primeiro abordou no seu país uma série de questões que seriam tratadas pela segunda onda do feminismo e que tratava exatamente da grande relação mal resolvida entre Alemanha nazista e Alemanha Ocidental, e que pensou a opressão de gênero e opressão do capital como conjuntas, sem deixar de prestar apoio à causas anti racistas como a luta Palestina. 

Foi esta a mulher que, na época de sua morte, gerou uma série de manifestações em toda a Alemanha, com bombardeios em outras capitais da Europa como Paris e Milão e que, no seu enterro, foi considerada pelo poeta Erich Fried como a mulher mais importante da Alemanha desde o século XX. Dar voz para um pensamento como o dela seria ir além de uma conclusão onde os dois lados estão errados, pois os dois lados apenas estão errados quando a violência é esta coisa irracional e sem motivo na qual quem bate nunca ganha nada em bater e quem rebate não tem motivo em rebater.

Inclusive, o filme não apenas sobre o que a sua obra falava, mas também cala a relação que a sua obra tinha com o grupo em si. A RAF, enquanto organização política, possuía uma série de pautas feministas, postura essa que se mostra, por exemplo na equidade entre homens e mulheres dentro do grupo. Não é por uma infatilidade, histeria  ou  ingenuidade política que uma série de mulheres apoiaram e ativamente fizeram parte do grupo naquela época, mas porque, em face a uma sociedade conservadora daquela época, existiam uma série de pessoas que literalmente estava pegando em armas pela igualdade de gênero. Fato este que é explicitamente debochado durante todo o filme, principalmente quando se reflete sobre a representação feminina dentro da obra. Aquilo que na realidade eram uma série de pautas e reflexões sobre gênero, patriarcado e monogamia se transformam em chiste, pois nenhuma personagem feminina transpõe um estereótipo de mulher não-monogâmica e libertina, e em desculpa para cenas de sexo.

Sendo assim, a tristeza que surge ao pensar na história desta mulher vem principalmente  do fato de que, não apenas ela sofreu uma série de torturas pelo estado alemão assim como os seus camaradas [6] até o seu suicídio, como teve ainda uma outra morte, a de suas ideias e de suas causas. 

Considerações Finais: Os sintomas e os fantasmas de nosso movimento

Eu, pessoalmente, sei que, ao fim, esta crítica acaba sendo específica demais para que seja mais relevante nos dias de hoje. Entretanto, eu considero este filme como um ótimo exemplo dos nossos problemas fantasmas, tanto enquanto sociedade no geral quanto no âmbito da esquerda.

Como eu havia começado ao início, a burguesia precisou, após 1945, de forjar uma explicação conceitual que a afastasse do fênomeno do nazifascismo. Entretanto, ela não conseguiu suprimir o fantasma de Hitler, visto que agora, com 75 anos passados desde a queda de Berlim, temos governos fascistas governando países, como é o nosso caso aqui no Brasil.Um fantasma é sempre uma anomalia entre a vida e a morte pois, para morrer, ele precisa perder as suas ligações com o mundo dos vivos, suas raízes, e quais seriam elas se não o capitalismo? 

Para cada fantasma há também uma espécie de negação. Neste caso, vemos que, para além do pensamento burguês, as explicações e os balanços da burguesia sobre o socialismo e nazifascismo são muito populares entre aqueles de esquerda, inclusive entre ditos“radicais”.

O fantasma que eu vejo sendo criado com narrativas como a do “O Grupo Baader Meinhof” é um que foi criado em 1989, com a queda do muro de Berlim. Ele seria o fantasma da radicalidade, pois, na visão da burguesia e do pensamento liberal, o mundo já era outro e agora o estado não é mais uma instituição burguesa mas sim um órgão gestor e democrático. Entretanto, como eu já disse,  é impossível morrer, principalmente na política, sem que a sua ligação com o mundo também morra. 

A esquerda nega também este fantasma com uma espécie de pragmatismo. Para certos setores “progressistas”, mais vale a pena acenar e implorar por uma sensatez democrática nas forças armadas do que se aliar com um socialista.

A explicação que filmes como este que analisei dão não conseguem dar conta dos acontecimentos que ocorrem  no cotidiano, essa fissura faz com que certas coisas que considerávamos mortas voltassem a vida. Ao contrário do que estas narrativas sugerem, a radicalidade não é o resultado de um pensamento político imaturo, infantil ou louco, mas sim uma conclusão equivalente ao tamanho do problema que ela enfrenta pois, se há algo de venenoso para o solo em uma raiz, será que é tão imprudente assim arrancá-lo?


Notas:
1. https://vermelho.org.br/2018/01/14/o-verdadeiro-winston-churchill/
2. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ludwig_von_Mises; em citação direta: “Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes, visando o estabelecimento de ditaduras são cheios de boas intenções e que sua intervenção, em dado momento, salvou a civilização europeia. O mérito que o fascismo ganhou assim, por si só viverá eternamente na história. Mas apesar da sua política ter sido a salvação do momento, ela não é do tipo que possa garantir um sucesso contínuo. O Fascismo foi um improviso para fazer face a uma emergência. Entendê-lo como algo mais que isso seria um erro fatal.” Mesmo possuindo uma crítica ao movimento, para Mises, o fascismo foi a “salvação da época”.
3. Ver capítulo 4 na seção 3 de “O Marxismo Ocidental” de Domenico Losurdo, mais especificamente na página 134 e na nota de rodapé 50, que possui uma extensa bibliografia historiográfica.
4. https://theintercept.com/2018/11/15/bolsonarismo-repete-revolucao-cultural-china/
5. https://pt.wikipedia.org/wiki/Crimes_de_guerra_do_Jap%C3%A3o_Imperial e https://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Nanquim (quem tiver mais alguma dúvida pode também pesquisar “o estupro de nanquim” no google imagens e tirar suas próprias conclusões).
6. Para quem tiver mais interesse, segue este artigo do Sartre sobre as torturas cometidas contra Andreas Baader, o fundador do grupo, https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Jean-Paul-Sartre-A-morte-lenta-de-Andreas-Baader/4/36686


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