Retrocesso Inclusivo

Dentro do ambiente escolar, é preciso que haja igualdade perante as oportunidades dos estudantes, pois o papel da escola e dos sistemas de ensino é garantir a participação e a aprendizagem de seus estudantes, já que a educação é um direito de todos. Sendo assim, as diferenças entre eles devem ser valorizadas – sendo elas físicas, sensoriais, intelectuais, culturais ou sociais.

É necessário lembrar que o processo de aprendizagem é singular, ou seja, cada aluno possui suas necessidades e desenvolve-se de maneiras diferentes. Mas não é isso o que é encontrado nas escolas do Brasil, pois o sistema aplicado no país é homogêneo. Então, independentemente das necessidades apresentadas pelo estudante, ele não terá apoio suficiente para realizar o que é preciso. Isso acontece pelo fato de professores não serem precisamente preparados para que ajudem ainda mais na inclusão e não receberem auxílio de profissionais de outras áreas.

Mesmo com essa falha no sistema inclusivo no seguimento de aprendizagem, ainda ocorre a socialização entre os diferentes alunos. Isso é um fator muito importante e que ajuda bastante na inclusão, além de ser algo que educadores e pais vêm lutando para que obtenha cada vez mais espaço dentro das escolas públicas e privadas.

No dia 30 de setembro deste ano, o Ministério da Educação anunciou uma alteração na Política Nacional de Educação Especial que visa à volta das escolas especiais. Esse tipo de instituição atendia somente estudantes portadores de alguma deficiência, ensinando apenas atividades simples e do cotidiano, como trocar de roupas ou escovar os dentes – o que não é papel da escola –, não incentivando outras habilidades e atividades por não acreditar no potencial da pessoa portadora de deficiências.

Ao invés de investir em estrutura, qualificação e formação de professores, na inserção de profissionais de outras áreas que agregariam a inclusão desses alunos, inovar em acessibilidades e melhorias das políticas já existentes sobre o assunto, o governo prefere dar um passo para trás e cometer uma falha tanto na área educacional quanto na social, voltando para segregação, exclusão e preconceito.



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