Jair Bolsonaro: ladrão, genocida e covarde


No último domingo (14/03), nos surpreendemos com a renúncia do (pseudo) Ministro da saúde, General Eduardo Pazuello, responsável direto por centenas de milhares de mortes durante a pandemia de Covid-19 no Brasil, oferecendo a pior resposta do mundo ao vírus. Pazuello alegou problemas de saúde, mas, no mesmo dia, foi flagrado num supermercado de Brasília […]


No último domingo (14/03), nos surpreendemos com a renúncia do (pseudo) Ministro da saúde, General Eduardo Pazuello, responsável direto por centenas de milhares de mortes durante a pandemia de Covid-19 no Brasil, oferecendo a pior resposta do mundo ao vírus. Pazuello alegou problemas de saúde, mas, no mesmo dia, foi flagrado num supermercado de Brasília comprando carne e cerveja. Talvez o general esteja precisando relaxar após meses servindo de capacho às ordens do presidente Jair Bolsonaro.

No mesmo dia, começaram as especulações sobre quem seria o(a) novo(a) responsável pela pasta, e o nome que surgiu foi o da médica cardiologista Ludhmila Hajjar, figura desconhecida ao público geral, mas respeitada na área médica e apoiada por nomes do centrão e até mesmo do Supremo Tribunal Federal. Parecia tudo acertado, até esta segunda-feira (15/03), quando a médica declarou ter negado o convite do presidente e informações sobre a reunião foram vazadas pelo portal Poder360.

Durante a reunião de Bolsonaro com Ludhmilla, o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro – mais conhecido como Eduardo Bananinha ou Embaixapeiro –, e o atual/ex-ministro, Eduardo Pazuello, estiveram presentes para uma verdadeira sabatina, na qual a médica foi questionada sobre armas, aborto e, é claro, cloroquina. A fala mais assustadora, porém, veio de Bolsonaro, que, segundo matéria do Poder360, teria dito: “Você não vai fazer lockdown no Nordeste para me fod*r e eu depois perder a eleição, né?”, deixando claras as prioridades do governo federal durante a pandemia.

Mas a semana, que começou agitada, também reservava mais uma polêmica: o youtuber Felipe Neto publicou em seu Twitter uma intimação da justiça, emitida pelo delegado Pablo Dacosta Sartori, por Crime contra a segurança nacional (Lei 7.170/83). O motivo? Ter chamado o presidente (genocida), Jair Bolsonaro, de genocida.

Foto publicada por Felipe Neto em seu Twitter

Não é a primeira vez que a lei de segurança é utilizada como ferramenta de intimidação do governo. Semanas atrás, um jovem foi levado à delegacia e passou a noite na cadeia após o seguinte tweet:

A intimidação escancarada vem fazendo parte da postura do governo, dos filhos do presidente e de seus apoiadores já há algum tempo. Grupos de advogados reacionários estão incitando tais ações e se oferecendo para processar pessoas por criticarem o presidente, principalmente quando comentam sobre sua atuação criminosa durante a pandemia e sobre as denúncias de corrupção que envolvem toda a família. Ao que parece, a única que continua ilesa é Laura Bolsonaro, com seus 10 anos de idade, já que Jair Renan Bolsonaro, o filho mais novo, está sendo investigado após receber um carro de R$90.000,00 de uma empresa que coincidentemente vem tendo boas relações com o governo federal e conseguindo licitações para exploração de minérios.

O governo Jair Bolsonaro, a cada dia que passa, vem tomando uma postura mais opressiva e intimidadora quanto à oposição, adotando estratégias diferentes das do início do mandato – quando o flerte era com a imposição de uma ditadura clássica. Hoje, Bolsonaro vem tomando ações contra a liberdade de expressão de maneira gradual e consequentemente reduz a escandalização sobre seus atos, conseguindo avançar em suas pautas sem que a população se revolte.

É preciso lembrar: Jair Bolsonaro é um genocida, corrupto e acima de tudo, covarde.


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