Uma conversa com uma organização de proteção animal


Fundada em 1939, a Associação Brasileira Protetora dos Animais – Seção Bahia nasceu como um conjunto de protetores independentes que resgatava animais das ruas da capital baiana e procurava adoções. Após 10 anos, esse trabalho tornou-se regulamentado como uma ONG, sendo a pioneira no estado para a causa animal. Atualmente, a organização conta com mais […]


Fundada em 1939, a Associação Brasileira Protetora dos Animais – Seção Bahia nasceu como um conjunto de protetores independentes que resgatava animais das ruas da capital baiana e procurava adoções. Após 10 anos, esse trabalho tornou-se regulamentado como uma ONG, sendo a pioneira no estado para a causa animal.

Atualmente, a organização conta com mais de 300 animais, entre cães e gatos, que são assistidos no Abrigo São Francisco de Assis sob a tutela da ONG.

A realidade do abandono de animais em Salvador é muito grave. Embora não existam números oficiais, de acordo com o Jornal A tarde, em 11/05/20, com a pandemia, houve um aumento:

Com medo de contrair o novo coronavírus, mais pessoas estão abandonando seus animais de estimação. De acordo com dados da Brigada K9, vinculada ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Salvador, o crescimento dos abandonos ultrapassa os 800%. 

Inúmeras são as causas desse cenário. Dentre elas, destacam-se: a dificuldade de acesso à informação sobre a importância da castração, a ausência de um programa estatal de assistência veterinária e a carência de um programa de castração efetivo. Com o advento da crise econômica e social ocasionada pelo novo coronavírus, a situação agravou-se ainda mais.

A castração é essencial nesse cenário, porque promove o controle de natalidade e evita o abandono de filhotes. Todavia, como não é amplamente divulgada e não há um programa satisfatório, a minoria dos animais é esterilizado, acarretando uma ampla população de rua que cresce exponencialmente.

Assim que os animais são abandonados na porta da instituição (não são feitos resgates), eles passam por um protocolo de entrada, que consiste em exames para assegurar sua saúde. Depois, eles são vermifugados, castrados e vacinados para, então, se tornarem aptos para a adoção responsável.

Assim que os animais são liberados, são divulgados e os interessados passam por entrevistas com voluntários da ONG, as quais são essenciais para garantir que eles sejam entregues a famílias que darão bons cuidados e uma vida feliz e com dignidade.

Por isso, se puder doar, faça. Caso esteja interessado em ter um animal, adote. Se você for de outra cidade, procure uma associação mais próxima. Caso deseje ajudar com trabalho voluntário, procure as instituições.

  • Segue o link da ABPA-Ba: www.abpabahia.org.br
  • As informações foram obtidas por meio de uma conversa com os voluntários da ONG supracitada.

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