Henri de Toulouse-Lautrec e a melancolia


E nestes versos de angústia rouca Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. – Eu faço versos como quem morre. Desencanto, Manuel Bandeira Todos estão familiarizados com a melancolia, seja por experiência própria, versos de Bukowski ou linhas de qualquer outro escritor. Categorizada pelos dicionários como o sentimento de abatimento […]


E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

  Desencanto, Manuel Bandeira

Todos estão familiarizados com a melancolia, seja por experiência própria, versos de Bukowski ou linhas de qualquer outro escritor. Categorizada pelos dicionários como o sentimento de abatimento e desencanto profundo.

Lautrec foi um pintor francês do século XIX, do movimento artístico Pós-Impressionismo. Inúmeras são suas pinturas, mas, ao reparar aquelas que apresentam algum rosto, nota-se sempre uma expressão em comum: o rosto baixo e o olhar profundo. Tão profundo quanto olhar uma nebulosa no vácuo do espaço-tempo, um cemitério de estrelas.

A morte dessas estrelas mostra-se nesses olhares. Esperanças partidas e sonhos despedaçados tornam-se não mais que uma simples decepção cotidiana. Aprende-se a viver com todo esse caos como se fosse nada mais que um rosto comum entre a multidão que passa por nossas vidas.

Alguns expressam esse intenso sentimento através da arte; talvez fosse o caso do pintor, quem há de saber? Outros simplesmente guardam para si e são consumidos instante a instante pela angústia.

A lição final? O gosto que deve remanescer na boca de todos é o agridoce. Faça versos, não não, faça tudo como quem morre, mas não se esqueça jamais que se deve fazer isso como a memória de quem vive.


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