Desde segunda-feira (10), os conflitos na Faixa de Gaza amontoam-se. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também afirmou, no mesmo dia, que a campanha contra palestinos ainda “levará mais tempo”. Autoridades israelenses disseram que “o grupo governante de Gaza, Hamas, deve receber um forte golpe de dissuasão antes de qualquer cessar-fogo.”

Nesta manhã (14), o número de vítimas palestinas aumentou drasticamente. Cento e dezenove palestinos já foram vítimas dos ataques – lembrando que esses são os dados oficiais e ainda mais vítimas podem ser encontradas ao longo do dia. Nove israelenses também faleceram em decorrer dos conflitos.

Artilharia israelense disparando contra Gaza na noite de quinta-feira. | Fotografia: Dan Balilty, New York Times.

Desde o início da atual rodada de ataques entre Israel e o Hamas, quase metade dos habitantes de Gaza mortos são mulheres e crianças, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Ministério da Saúde Palestino em Gaza. A artilharia israelense atingiu o norte de Gaza na manhã de sexta-feira na tentativa de destruir uma suposta rede de túneis militantes no território, disseram os militares israelenses.

Especialistas em direitos humanos e organizações internacionais estão apontando que essa recente escalada de violência é a pior, e mais letal, dos últimos sete anos. Ela está evoluindo para um novo tipo de guerra, que é mais destrutiva e imprevisível, dando continuidade ao genocídio palestino que ocorre na região. Além disso, o exército israelense anunciou, através de redes sociais, que estava dando início a incursões terrestres. O Ministério da Defesa também anunciou a convocação de mais de quinze mil militares reservistas.

O exército israelense não só possui, em suas mãos, as melhores armas, os melhores aliados geopolíticos e a melhor economia da região, mas eles também possuem vacina. O território não lida mais com complicações de coronavírus, já que conseguiram vacinar toda a sua população – enquanto se negam a vacinar palestinos –, o que também os fortalece nesse conflito. Já era reportado que hospitais palestinos na Faixa de Gaza estavam saturados por conta da doença, mas agora eles também precisam lidar com os feridos do conflito.

Sabiá

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