O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) ressurge após novos bombardeios em Gaza


O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) é um movimento palestino que promove boicotes e sanções econômicas contra Israel, com o objetivo de pressionar israelenses a cumprirem suas obrigações predefinidas sob o direito internacional, pedindo a desocupação de território palestino, remoção da barreira de separação na Cisjordânia, igualdade total entre cidadãos árabes-palestinos e israelenses e […]


O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) é um movimento palestino que promove boicotes e sanções econômicas contra Israel, com o objetivo de pressionar israelenses a cumprirem suas obrigações predefinidas sob o direito internacional, pedindo a desocupação de território palestino, remoção da barreira de separação na Cisjordânia, igualdade total entre cidadãos árabes-palestinos e israelenses e o direito de que refugiados palestinos retornem às suas casas e propriedades.

Hoje, o movimento está pedindo um embargo militar a Israel, aliado a um boicote econômico de empresas consideradas ‘cúmplices’ na ocupação de Israel e o cancelamento de eventos acadêmicos, culturais e esportivos no país, já que a recente escalada de violência dessa semana matou, pelo menos, 122 palestinos.

“Há um consenso crescente de que Israel agora, como a África do Sul no passado, é um estado de apartheid que deve ser enfrentado com sanções direcionadas, boicotes e desinvestimentos”, afirma Omar Barghouti, co-fundador do movimento. O grupo já recebeu apoio público de diversas organizações sul-africanas e figuras políticas importantes. Entre eles, Desmond Tutu, arcebispo sul-africano reconhecido por seu ativismo de direitos humanos internacionalmente. Ele também já expressou raiva por Israel ter fornecido equipamento militar para a África do Sul durante a era do apartheid, dizendo-se surpreso sobre como um estado judeu poderia cooperar com um governo com simpatizantes nazistas.

O BDS foi lançado mais de uma década atrás em uma junção com mais de cem sindicatos palestinos, redes de refugiados, organizações femininas, comitês de resistência popular e outros grupos sociopolíticos palestinos. Ele ganhou apoio nos últimos anos por conta das redes sociais.

Em meio ao derramamento de sangue e caos que está acontecendo na Faixa de Gaza essa semana, o movimento lançou uma nova convocação para cinco ações populares de que os apoiadores podem participar para ajudar a acabar com a ocupação israelense.

As medidas incluem empurrar para um embargo militar de Israel, mobilizar organizações comunitárias locais para cortar laços com Israel e firmas que possibilitem sua ocupação da Palestina, bem como boicotar produtos e serviços de empresas que produzam seus produtos em Israel e mobilizar pressão para que os investidores institucionais se desfaçam deles.

De acordo com Barghouti, um foco renovado na justiça social global durante a pandemia de coronavírus ajudou a catalisar uma onda de apoio à mais recente iniciativa do movimento. “O que difere neste capítulo mais recente da brutalidade de Israel é a manifestação de apoio aos direitos palestinos de celebridades de Hollywood a Bollywood, ícones culturais, grandes figuras do futebol no Reino Unido e no mundo árabe”, disse ele.

“É uma obrigação ética para todos que apoiam a justiça, a liberdade e a igualdade de direitos levantar suas vozes sobre a Palestina e, crucialmente, agir para acabar com a cumplicidade de seu estado, sua instituição, seu conselho municipal ou sua organização nos crimes de Israel contra os palestinos”, disse o co-fundador.



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