Analisando a Palestina através do WikiLeaks.


Tenho o costume de reler documentos antigos, sobretudo os que foram publicados há mais de uma década. Isso, às vezes, é confuso para alguns, principalmente porque a imprensa brasileira tem o costume de tratar certas coisas como ‘assunto fechado’ – ou seja, uma vez que foi abordado, rapidamente é esquecido. Essa atitude não é a […]


Tenho o costume de reler documentos antigos, sobretudo os que foram publicados há mais de uma década. Isso, às vezes, é confuso para alguns, principalmente porque a imprensa brasileira tem o costume de tratar certas coisas como ‘assunto fechado’ – ou seja, uma vez que foi abordado, rapidamente é esquecido. Essa atitude não é a única que me impulsiona a fazer essa releitura, o cenário histórico também é algo curioso para mim. Em certos momentos, uma informação, um relato ou um documento pode ser completamente descartado por não ser ‘tão importante’ na hora. Às vezes ele não bate com o cenário mundial, os movimentos sociais e geopolíticos que estão sendo populares no momento.

Na época em que os documentos presentes nesta reportagem foram publicados, o cenário era outro. Hoje, a imprensa independente se tornou mais forte e está combatendo ações e omissões da imprensa tradicional. Além disso, uma onda de extrema-direita arrebatou o mundo – mostrando que práticas de genocídio e autoritarismo não ficaram esquecidas no século vinte.

Polícia israelense perto da Cúpula da Rocha, um dos prédios mais sagrados para o Islã, durante uma repressão aos manifestantes palestinos em Jerusalém | 7 de maio de 2021 | Fotografia por: Reuters.

3.12.08 | 08TELAVIV2447_a.

Israel queria manter a economia de Gaza ‘funcionando no nível mais baixo possível, sem causar uma crise humanitária’.

[1. (S)  Desde que o Hamas assumiu o poder, Israel designou Gaza como uma entidade hostil e manteve um embargo econômico contra o território. Sob tal designação, as decisões sobre os novos shequels (moeda nacional de Israel) em circulação em Gaza e a economia do território em geral são tratadas pelo governo israelense como questões de segurança;  portanto, são suscetíveis ao mesmo alto nível de insegurança que o governo israelense usa para manter potenciais ameaças à segurança do Estado desequilibradas. Funcionários israelenses confirmaram aos funcionários da embaixada em várias ocasiões que estão tentando manter a economia de Gaza funcionando no nível mais baixo possível, sem causar uma crise humanitária.]

O trecho acima é a iniciação do cabo diplomático 08TELAVIV2447_a, escrito por um diplomata norte-americano e enviado pela Embaixada em Tel Aviv. Nele, é abordado como o governo israelense controla – ou, ao menos, controlava – a quantidade de dinheiro liberada mensalmente para autoridades palestinas. Elas requisitaram a definição de um piso de cem milhões em transferências mensais, mas israelenses decidiram que isso só seria feito após ‘a situação política dos palestinos ficar mais clara’.

Autorizar o piso não era a única medida de controle econômico no plano de Israel. Funcionários do governo israelense duvidavam da ‘eficácia e autoridade’ da Autoridade Monetária Palestina para regular e policiar os bancos em Gaza. As autoridades palestinas argumentaram que negar aos bancos a liquidez para pagar o governo palestino e funcionários públicos apenas fortalecia o Hamas. De acordo com o diplomata, eles alegavam que “o Hamas, com sua capacidade de pagar trabalhadores e salários mensais combinados com a incapacidade das autoridades palestinas para fazer isso causa uma maior deterioração”. Mas essa versão não soou convincente para Israel, então eles rejeitaram o argumento.

Israel não só rejeitou o argumento, como estava convencida de que mais de setenta mil funcionários públicos palestinos eram filiados ou organizados no Hamas. 

“Eles [autoridades israelenses] determinaram, portanto, que toda a folha de pagamento é contrária aos interesses de segurança de Israel, mesmo que o Hamas ganhe vantagem política por poder pagar salários na íntegra. Se o dinheiro encontra seu caminho para o território por meio da folha de pagamento de autoridades palestinas ou do Hamas, diz o governo de Israel, o Hamas experimenta um aumento líquido em seu financiamento”, alega o diplomata na secção 4. (S) do cabo. É repetida diversas vezes, ao longo do documento, a preocupação das autoridades palestinas de não poder pagar funcionários e serviços públicos, pois eles sabiam que isso abriria espaço para o Hamas. Hoje, ele é o maior partido político do país – que também possui um braço armado, paramilitar. 

Já no fim do cabo, vemos que essas medidas de controle, em prol de uma suposta segurança para a região, se transformaram em sufocamento econômico. Um dos principais responsáveis é o Conselho Nacional de Segurança [NSC], que é, nas palavras do próprio diplomata, ‘um órgão de segurança israelense e de inteligência que tem a palavra final sobre o capital enviado a Gaza’. 

Em um resumo do processo criado por autoridades israelenses para a manutenção do orçamento palestino, é necessário que o Conselho se envolva com o Banco de Israel toda vez que autoridades palestinas, ou um banco comercial palestino, peça para enviar dinheiro. O Banco de Israel assume o papel de enviar o pedido para o órgão de inteligência, mas também funciona como uma assessoria, informando sobre o estado econômico e humanitário da região e possíveis consequências da ação, ou omissão de ação. Caso o órgão resolva aprovar o envio, as Forças de Defesa de Israel permitem a entrada do dinheiro na região e fazem a fiscalização. 

Israel argumenta, inicialmente, que todo esse processo é uma medida de segurança. Eles não querem que o dinheiro seja desviado para organizações consideradas como terroristas. Mas essa versão desmancha-se a partir do momento em que o diplomata afirma, na secção 7. (C), que o conselho “obedece ao pretexto que Gaza deve apenas receber dinheiro suficiente para as necessidades básicas de sua população, mas não apresenta interesse em ajudar a economia de Gaza a voltar a um estado de comércio e negócios normais.”

Se o objetivo é impedir que o Hamas tenha acesso ao dinheiro e aumente seu capital financeiro, por que sufocam o governo palestino monetariamente, o levando ao colapso e abrindo espaço para a organização assumir o papel de Estado? 

Palestinos inspecionam seu canteiro de obras residenciais depois que ele foi destruído por um ataque aéreo israelense, na área de Rafah, no sul da Faixa de Gaza | Fotografia por: Said Khatib; AFP.

2.06.09 | 09TELAVIV1177_a

Israel pede para grupos rivais ao Hamas que assumam o controle de Gaza e avisam que irão cometer operação que geraria massacre.

Durante as últimas eleições parlamentares da Palestina, houve uma tentativa de golpe de Estado por parte de um partido proeminente: o Fatah. 

O partido, assim como o Hamas, é político e um pouco mais antigo, sendo criado na década de sessenta. Por muito tempo, foi o principal partido da região, com o maior número de cadeiras no parlamento. Mas, ao longo dos anos, a população palestina começou a desviar seu apoio para o Hamas – por acreditar que esse era mais incisivo. O Fatah foi extremamente criticado por sua posição de diálogo com Israel – diplomacia essa que, na visão de palestinos, gerava negociações, mas não trazia retorno. Com essa perda de apoio, o Hamas ganhou as eleições e assumiou o controle da Faixa de Gaza. Hoje, o Fatah controla a região da Cisjordânia. 

Após perder as eleições, o partido tentou dar um golpe de Estado, chegando a pedir para forças israelenses atacarem o Hamas e impedirem o adversário de tomar o poder. “Eles estão se aproximando de uma situação de soma zero, nos pedem para atacar o Hamas. Este é um novo desenvolvimento. Nós nunca vimos isso antes. Eles estão desesperados”, disse Yuval Diskin, chefe da polícia secreta de Israel, exposto no telegrama 07TELAVIV1732_a. Diskin também comentou na reunião com norte-americanos que o líder do Fatah, Mahmoud Abbas, compartilhava frequentemente informações de inteligência de palestinos com Israel. 

Tudo isso conecta-se após a Operação “Chumbo Fundido” – também conhecida como o Massacre de Gaza. A operação começou com uma grande ofensiva militar israelense que foi tão violenta que impediu a imprensa e agências internacionais de adentrar na zona de guerra. Nas três semanas do conflito, mais de mil e trezentos palestinos foram mortos. Também foram contabilizadas treze vítimas israelenses. 

Surpreendentemente, Mahmoud Abbas – que, na época, era presidente – sabia que a ofensiva estava por vir e não comunicou nenhum grupo internacional, tampouco mobilizou forças de defesa para defender o povo palestino. Isso foi revelado já no telegrama 09TELAVIV1177_a, no qual o Ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, afirmava para norte-americanos que “havia consultado o Egito e o Fatah antes da Operação Chumbo Fundido, perguntando se eles estavam dispostos a assumir o controle de Gaza assim que Israel derrotasse o Hamas”.

Mas, em outro telegrama, o diretor da Inteligência Militar de Israel, Amos Yadlin, expôs as reais intenções do exército israelense. “Ele disse que Israel ficaria ‘feliz’ se o Hamas assumisse o controle de Gaza porque o IDF [Forças de Defesa de Israel] poderia então lidar com Gaza como um estado hostil”, diz o cabo que descreve uma reunião entre Yadlin e embaixadores norte-americanos. 

Manifestantes pró-palestinos participam de um protesto em Londres após a recente explosão de violência entre israelenses e palestinos. | Fotografia por: Toby Melville; Reuters.

2.06.09 | 09TELAVIV1177_a

Israel pede para grupos rivais ao Hamas que assumam o controle de Gaza e avisam que irão cometer operação que geraria massacre.

Durante as últimas eleições parlamentares da Palestina, houve uma tentativa de golpe de Estado por parte de um partido proeminente: o Fatah. 

O partido, assim como o Hamas, é político e um pouco mais antigo, sendo criado na década de sessenta. Por muito tempo, foi o principal partido da região, com o maior número de cadeiras no parlamento. Mas, ao longo dos anos, a população palestina começou a desviar seu apoio para o Hamas – por acreditar que esse era mais incisivo. O Fatah foi extremamente criticado por sua posição de diálogo com Israel – diplomacia esta que, na visão dos palestinos, gerava negociações, mas não trazia retorno. 

Com essa perda de apoio, o Hamas ganhou as eleições e assumiram o controle da Faixa de Gaza. Hoje, o Fatah controla a região da Cisjordânia. 

Após perderem as eleições, o partido tentou dar um golpe de Estado, chegando a pedir para forças israelenses atacarem o Hamas e impedirem o adversário de tomar o poder. “Eles estão se aproximando de uma situação de soma zero, nos pedem para atacar o Hamas. Este é um novo desenvolvimento. Nós nunca vimos isso antes. Eles estão desesperados”, disse Yuval Diskin, chefe da polícia secreta de Israel, exposto no telegrama 07TELAVIV1732_a. Diskin também comentou, na reunião com norte-americanos, que o líder do Fatah, Mahmoud Abbas, compartilhava frequentemente informações de inteligência de palestinos com Israel. 

Tudo isso conecta-se após a Operação “Chumbo Fundido” – também conhecida como o Massacre de Gaza. A operação começou com uma grande ofensiva militar israelense que foi tão violenta que chegou a impedir a imprensa e agências internacionais de adentrar na zona de guerra em certos momentos. Nas três semanas do conflito, mais de mil e trezentos palestinos foram mortos. Também foram contabilizadas treze vítimas israelenses. 

Surpreendentemente, Mahmoud Abbas – que, na época, era presidente – sabia que a ofensiva estava por vir, e não comunicou nenhum grupo internacional, tampouco mobilizou forças de defesa para defender o povo palestino. Isso foi revelado já no telegrama 09TELAVIV1177_a, no qual o Ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, afirma para norte-americanos que “havia consultado o Egito e o Fatah antes da Operação Chumbo Fundido, perguntando se eles estavam dispostos a assumir o controle de Gaza assim que Israel derrotasse o Hamas”. Ambos negaram. 

Mas, em outro telegrama, o diretor da Inteligência Militar de Israel, Amos Yadlin, expôs as reais intenções do exército israelense. “Ele disse que Israel ficaria ‘feliz’ se o Hamas assumisse o controle de Gaza porque o IDF [Forças de Defesa de Israel] poderia então lidar com Gaza como um Estado hostil”, diz o cabo que descreve uma reunião entre Yadlin e embaixadores norte-americanos. 

A fala de Yadlin revela como o objetivo do exército israelense nunca foi a defesa de seu território e existência, como eles alegam. É a destruição do território considerado como inimigo, a limpeza étnica de um povo considerado hostil – no vocábulo do próprio diretor. Não basta sufocar a economia do inimigo, deixando-a “funcionando no nível mais baixo possível, sem causar uma crise humanitária”. 

Além disso, a tática de guerra passa dos níveis econômicos e militares, indo para a comunicação – que é essencial. Israel não só transformou a Palestina em seu inimigo, ele mudou a visão do mundo ocidental sobre Israel a partir do momento que fomentou a ideia que é o ‘único país democrático do Oriente Médio’. Enquanto transformava seu adversário no adversário dos valores ocidentais, fazendo com que todos virassem as costas para tal, a guerra continuou nos bastidores. Israel invadiu o território palestino, mais uma vez, em busca de um suposto inimigo – enquanto, nos bastidores, queria que ele continuasse para continuarem com a limpeza étnica.

Imagem tirada durante a Operação ‘Chumbo Fundido’, após Israel atacar uma escola administrada pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina [UNRWA] com Fósforo Branco – que é considerado ilegal pela Convenção de Genebra. | 17 de janeiro de 2009 | Fotografia por: UNRWA.

31.12.08 | 08BRASILIA1685_a

Autoridades norte-americanas no Brasil queriam manipular a opinião pública sobre o Oriente Médio.

“O clichê de oficiais brasileiros também é um indicativo de falta de conhecimento sobre a real situação no Oriente Médio que é preocupante em um governo que se propõe a estar envolvido. Embora seja improvável que a mediação proposta por Lula e Amorim resulte em algo mais do que arrogância política, teremos que continuar a nos envolver no Brasil em altos níveis se quisermos ter alguma esperança de que o Brasil adote uma abordagem equilibrada, ao invés de simplesmente adicionar sua voz ao coro anti-israelense, já totalmente abastecido”.

O parágrafo acima foi retirado do telegrama 08BRASILIA1685_a, escrito pela então Conselheira na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Lisa Kubiske, após o então presidente Lula criticar ações de Israel e dos Estados Unidos diante da Palestina. 

A preocupação do governo norte-americano com o apoio brasileiro aos palestinos não era novo naquela época, mas o que me chamou atenção foi o tom condescendente e agressivo de Kubiske. Comprovando, mais uma vez, que seu país não possui o menor tipo de respeito por autoridades sul-americanas – em resumo, estamos aqui apenas para seguir seus interesses, entregar nossas riquezas naturais e seguir sua cartilha de pensamento para a política externa. Expressões como ‘falta de conhecimento’ e ‘arrogância política’ comprovam isso. 

Em certo momento, a preocupação saiu do papel e foi para a ação. O pedido dessa vez não foi de intervenção, mas de inteligência para tentar manipular a opinião pública. 

No telegrama 08BRASILIA896_a, Clifford Sobel – então embaixador no Brasil – pediu para que Washington fizesse resumos e instruções para Brasília, que seriam então discutidas com o governo brasileiro, membros do Congresso e até com a imprensa. Eles não queriam apenas manipular e mudar a opinião do governo brasileiro em relação à Palestina, mas sobre todo o Oriente Médio – provavelmente para que, por fim, o Brasil proclamasse que Israel é ‘a única democracia da região’. Irã, Iraque, Líbano e Síria estavam na mira do embaixador.

Inclusive, no final do mesmo cabo, Sobel afirma que essa política de ação será para ‘garantir que eles [Brasil] tenham um entendimento completo da política dos Estados Unidos e preocupações na região, e para mostrar que levamos as lideranças do Brasil a sério. É nossa esperança que fazer isso incentivará o Brasil a consultar os Estados Unidos com mais frequência’. Parece-me que ter desprezo pela América do Sul é um pré-requisito para se tornar um diplomata norte-americano.

Criança palestina sendo usada como escudo humano por militares israelenses. A prática grotesca também já foi utilizada pelo braço paramilitar do Hamas. Em junho de 2013, um órgão de direitos humanos das Nações Unidas acusou as forças israelenses de abusar crianças palestinas, inclusive torturando as que estavam sob custódia e usando outras como escudos humanos. | Fotografia: autor desconhecido.

30.07.09 | 09TELAVIV1694_a

Forças de Defesa de Israel usaram palestinos como escudos humanos – tampouco se importaram quando isso veio a público.

No telegrama 09TELAVIV1694_a, endereçado para o Secretário de Estado dos Estados Unidos, é relatado como as Forças de Defesa de Israel utilizaram palestinos como escudos humanos durante a Operação ‘Chumbo Fundido’ – alegação essa que foi conduzida também por organizações internacionais como Human Rights Watch. Palestinos também testemunharam abusos como vandalismo de propriedade privada, espancamentos, linchamentos e saqueamentos. 

“A reverberação mais forte, de longe, em Israel foi criada pela organização israelense ‘Breaking the Silence’, que coletou testemunho de vinte-seis soldados não identificados das Forças de Defesa de Israel. Todos os soldados estavam envolvidos na Operação Chumbo Fundido  e testemunharam casos em que habitantes de Gaza foram usados como escudos humanos, projéteis de fósforo incendiário foram disparados sobre áreas de população civil, e outros exemplos de excessivo uso de poder que causou fatalidades e destruição desnecessária de propriedades.”, escreve o embaixador, ainda no segundo parágrafo. 

A organização citada no cabo, Breaking the Silence, foi fundada por veteranos israelenses com o objetivo de dar testemunhos pessoais, suas experiências e afins. Eles são extremamente críticos das forças de defesa de Israel e contrariam, sobretudo, a versão de que somente ‘antissemitas’ são contra o país. Além de testemunharem sobre crimes cometidos na Operação ‘Chumbo Fundido’, a organização já publicou um livro repleto de fotografias e testemunhos de soldados israelenses em outra operação, a ‘Margem Protetora’. 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, é crítico ferrenho da organização e até já tentou impedir que entidades privadas, civis e governos financiassem o grupo. Ele continua ativo. 

Em mais uma tentativa de silenciar a organização após as acusações, Avi Benayhu, Brigadeiro-general e porta-voz das Forças de Defesa de Israel, afirmou que a metodologia da organização era falha por utilizar de testemunhos anônimos na base das acusações. No telegrama, é descrito que ‘Benayhu teve o cuidado de não refutá-los abertamente ou implicar que eles eram falsos ou errôneos’. Como parte da campanha de silenciar as acusações, termo citado no próprio telegrama, o porta-voz criticou o grupo por “não apresentar seu relatório ao IDF com um atraso suficiente antes da publicação [o grupo deu um dia de prazo para resposta] para que militares investigassem os testemunhos”. O embaixador também descreve que os militares ficaram indignados com o fato de o grupo preferir levar as acusações a público, ao invés de optar por uma abertura de investigação interna. 

O cuidado do militar em não negar as acusações, apenas atacar a organização, mostra mais uma tática de guerra na comunicação. Nota-se que, a cada telegrama lido e exposto, torna-se mais evidente que o objetivo nunca foi defesa de seu próprio povo, já que autoridades israelenses estão dispostas a virar as costas contra ele caso ousem discordar de suas ações. 


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