minimalismo: uma primeira crônica


Passava os dias na agência de Design onde trabalhava e criava minha própria arte livremente e conversava com meus colegas. Em uma dessas reuniões informais durante o café, iniciou-se uma discussão sobre o minimalismo que quase saiu do controle. Conforme os minutos passavam e sob o ar de insultos leves, uns defendiam o estilo e abraçavam o que diziam ser “os tempos contemporâneos” enquanto outros alegavam que aquilo destruía todo o significado que uma peça pode ter e que, assim, até mesmo os artistas iam ser substituídos por inteligências artificiais no futuro.


Passava os dias na agência de Design onde trabalhava e criava minha própria arte livremente e conversava com meus colegas. Em uma dessas reuniões informais durante o café, iniciou-se uma discussão sobre o minimalismo que quase saiu do controle. Conforme os minutos passavam e sob o ar de insultos leves, uns defendiam o estilo e abraçavam o que diziam ser “os tempos contemporâneos” enquanto outros alegavam que aquilo destruía todo o significado que uma peça pode ter e que, assim, até mesmo os artistas iam ser substituídos por inteligências artificiais no futuro.

Ousei ficar calado frente a todo aquele burburinho, voltei a trabalhar, mas com aquele debate até meio que filosófico na cabeça. Enfim, chegou o fim do meu expediente e, com ele, a hora do retorno para meu apartamento. Pegava dois ônibus para chegar em casa, o que me deu ainda mais tempo e mente para refletir sobre o tal controverso minimalismo.

No segundo ônibus, achei um lugar ao lado de um garoto de, no máximo, uns 20 anos, escrevendo em um caderno. Ele murmurava coisas enquanto escrevia, não dei muita atenção pois estava com meus fones de ouvido e embarquei na minha jornada pessoal. De repente, o rapaz me cutuca levemente e pede a minha opinião em um dos seus poemas. Pensei “Olha, um poeta nesses tempos, por que não dar uma atenção a um colega artista?” e comecei a ler o que o mesmo tinha escrito, eram três versos que iam mais ou menos assim:

Ardor, ardor
Palavras tão complicadas e ainda em quatro letras
Se escreve amor

Elogiei o trabalho e perguntei seu nome, trocamos algumas palavras e o número de telefone antes de ele descer em sua parada e eu continuar minha viagem. Foi aí que a literatura me chamou a atenção e me relembrou dos acontecimentos de mais cedo. Primeiramente pensei em quantos versos são necessários para se descrever um sentimento, depois quantas obras sobre isso foram escritas e cada uma que foi aclamada.

Por fim, cheguei ao meu raciocínio mais profundo daquela mera sexta: três versos falam com as pessoas assim como um livro inteiro, talvez essas mesmas linhas participem de uma obra maior, mas, ainda assim, tenham seu impacto único. E as palavras tão complicadas que dizem tão pouco, as palavras curtas que dizem tanto. Vaguei pelo Universo na porcentagem dele que é só vazio e ainda nos fascina eternamente. O pouco e o mínimo são ferramentas poderosas e peculiares. Talvez o minimalismo tenha sim muito a nos dizer.



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