Palestine Papers – paz nunca foi uma opção.


Complexidade ou negligência? O presente texto busca reacender a lamparina que jogou luz sobre um momento  muito específico na história de dominação beligerante promovida por Israel na  região da Palestina. Com base nos documentos conhecidos como Palestine  Papers – uma série de documentos vazados, catalogados e publicados pela rede  Al Jazeera – os quais dão […]


Complexidade ou negligência?

O presente texto busca reacender a lamparina que jogou luz sobre um momento  muito específico na história de dominação beligerante promovida por Israel na  região da Palestina. Com base nos documentos conhecidos como Palestine  Papers – uma série de documentos vazados, catalogados e publicados pela rede  Al Jazeera – os quais dão conta das diversas negociações entre os altos escalões  dos Estados Unidos, de Israel e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) acerca  de interesses sensíveis ao povo árabe. Tais documentos foram produzidos entre  1999 e 2010, período posterior aos acordos da chamada “Paz de Oslo”, o qual já compreende a Intifada de Al-Aqsa, último acirramento da revolta palestina  frente as ocupações e ações israelenses.

Logo de plano, faz-se necessário rechaçar as muletas da “questão muito  complexa” ao abordar a subjugação do povo palestino pelo  Estado de Israel. Embora pouca informação ventilada do oriente médio seja  produzida sem a chancela dos interesses de Washington, nada do que vem  acontecendo entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo é tão mais complexo que  os conflitos na Síria ou no Iêmen. 

De maneira proposital ou não, a negligência em relação à historicidade inerente  a qualquer conflito com interesses geopolíticos globais também é patente no  noticiário envolvendo as ações do governo israelense sobre os palestinos. Assim,  a fim de que se possa melhor compreender os interesses que há anos se chocam  na região que abriga locais sagrados para judeus muçulmanos e cristãos,  recorre-se a um sumaríssimo contexto histórico a seguir. 

É fato notório, mas cabe ressaltar, que os judeus padecem historicamente de  uma ampla perseguição preconceituosa. Basta observar, por exemplo, a clássica  obra de William Shakespeare, O Mercador de Veneza, cujo teor antissemita  consta nas descrições grotescas de Shylock, um personagem judeu da trama. A  referida obra representa bem o ambiente hostil em que os judeus viviam já na Europa do século XVI. 

Séculos depois, os judeus permaneceriam difamados, como se extrai do fenômeno “bolchevismo cultural” – teoria da conspiração do início do século XX, que acusava judeus e comunistas de um plano de destruição da civilização europeia – ironicamente libertada do inferno nazifascista pelo exército vermelho. São inúmeros os trágicos exemplos de como judeus foram perseguidos ao longo da história. 

Nesse norte, é possível afirmar que o antissemitismo, embora não utilizado em  sua gênese exclusivamente em referência a judeus, foi e é uma mazela real, cujo  ápice de violência se materializou durante o holocausto dessa e de outras  minorias da Europa, um massacre em escala industrial promovido pelo governo  de direita do Terceiro Reich com o auxílio imprescindível de empresas como IBM  e Bayer. 

Desse modo, é imperioso delimitar e isolar o antissemitismo de sionismo por ao  menos duas razões: 1) nenhuma ação ou movimento de cunho racista, ou  xenofóbico deve ser tolerado; e 2) existe uma apropriação dessa questão pelo Estado de Israel para refratar toda e qualquer crítica ao sionismo.

Isto posto, destaca-se que o sionismo é a bússola guia do Estado de Israel desde  sua fundação. Basicamente, pode ser compreendido como a doutrina que  orienta a política de uma suposta autodeterminação do povo judeu e de  preservação de um lar nacional judaico, isso ao custo de inúmeras ações  neocoloniais, violações a tratados internacionais e total desrespeitos aos direitos  humanos mais básicos. 

Ao longo dos anos, essa doutrina especializou-se em instrumentalizar as  circunstâncias históricas e conjunturais para justificar toda tirania despejada  sobre palestinos, a pretexto de defender o povo judeu. A máquina de propaganda  sionista consegue fazer Israel restar incólume no noticiário internacional, mesmo quando suas ações criminosas extrapolam o habitual estado de sítio  imposto à Faixa de Gaza. O que é o homicídio de cientistas iranianos e o  bombardeio de um prédio com jornalista, senão a justa defesa dos oprimidos cidadãos de Tel Aviv?

Mas retrocedamos algumas décadas. Partindo do final da Primeira Guerra, em  especial, da campanha britânica no Sinai, observou-se que os ingleses (como de  costume) não cumpriram a promessa, feita aos árabes, de autonomia em troca  de auxílio no esforço de guerra para expurgar o domínio otomano da região.  Antes mesmo de 1920, os ingleses já dominavam a localidade, que compreendia  também a Palestina, e davam início ao seu mandato imperial com a chancela  posterior da recém criada Liga das Nações e de tratados internacionais como o  de Lausanne. 

Vale esclarecer que, em 1916, o Acordo Sykes-Picot já definia as áreas de  influência das potências imperialistas no Oriente Médio, caso a presença do  Império Otomano fosse derrotada na região, desconsiderando qualquer  participação ou autonomia árabe. Mais um capítulo na cartilha de pirataria,  pilhagem e destruição das relações externas da autoproclamada “civilização  ocidental”. 

Nesse cenário, o mandato britânico sobre a região da palestina iniciou-se orientado, principalmente, pela Declaração Balfour, a qual previa a criação da  um lar nacional judeu (em atenção aos interesses de judeus sionistas) e um  Emirado Árabe da Transjordânia (atual Jordânia) – a partir de territórios obtidos  no Tratado de Lausanne. É nesse contexto que as imigrações em massa de  judeus para a região e o processo de colonização do território são iniciados.  Ressalta-se que esse processo contava, não só com o patrocínio de organizações  sionistas, mas também com o controle das instituições de fiscalização  migratória nas mãos desses grupos. 

Dando um salto para o final da Segunda Guerra, o mandato inglês estava  prestes a se encerrar, o holocausto perpetrado pelos nazistas reforçava a ideia  de um lar nacional judeu (como forma de reparação) e os esforços sionistas se  intensificavam para a criação de um Estado Judeu. Em meio a esse jogo de  interesses geopolíticos, em novembro de 1957, é estabelecida a Resolução n.º  181 da Organização das Nações Unidas (ONU), a qual previa a criação de um  Estado Judeu e um Estado Árabe. 

A partilha da região nasceu problemática, com o território árabe não contíguo e  recursos naturais distribuídos de modo inadequado: uma formação artificial e antidemocrática. Mal terminara de ser escrita, e a própria Organização da  Nações Unidas chancelava o picotar da Declaração Universal dos Direitos  Humanos, algo que viria a tornar-se rotina na África e Ásia nos anos seguintes. 

Assim, a partilha era contestada tanto por autoridades árabes, como pelas  autoridades representativas judaicas, de modo que a região – que já era  marcada por conflitos contra o domínio inglês estabelecido desde o início do  século XX – transformou-se em palco de uma verdadeira guerra, cuja escalada  se dá com a declaração de independência do Estado de Israel em maio de 1948,  coincidentemente no último dia do mandato britânico sobre a palestina. 

Desde então, o estado de beligerância na região nunca terminou, mas tão  somente se aprofundou e permitiu ao sionismo de Israel estabelecer um  permanente estado de sítio a palestinos. Guerra dos 6 dias, Al-Nakba, Guerra  do Yom Kippur, Intifadas são nomes conhecidos, mas que não permitem ao  ocidente mensurar o real estrago na vida de milhões de seres humanos. 

O saldo desse conjunto de ações perpetradas na Palestina, que já se amolda a  um regime de Apartheid, pode ser conferido em relatórios como, por exemplo, o  “Práticas de Israel em relação ao povo palestino e a questão do apartheid:  Palestina e a ocupação israelense”, produzido pela Comissão Econômica e Social  da ONU para o Oeste da Ásia (ESCWA, sigla em inglês). 

Palestine Papers

O caso que ficou conhecido em 2011 como Palestine Papers consistiu na  publicação de mais de 1600 documentos sensíveis oriundos do principal  gabinete da OLP, os quais expõem a condução do conflito israelense-palestino  durante o período de 1999 a 2011. Entre os documentos publicados pela Al  Jazeera e pelo The Guardian, estão e-mails internos, mapas, atas de reuniões  que revelam informações muito importantes do processo de negociação entre as  referidas autoridades. 

Esse vazamento, algo sem precedentes na história desse conflito, foi  fundamental para demonstrar a completa falta de comprometimento do governo israelense com o processo de paz, e um desespero por parte das autoridades palestinas, que demonstraram estar dispostas a entregar não só os anéis, como  também os dedos, a fim de ao menos preservar o braço. Os documentos mostram o completo desequilíbrio de poder nas negociações, de tal sorte que  não foram somente nas ruas que os antagonismos foram marcados por paus e  pedras contra blindados e fuzis. 

Em que pese Israel nunca ter cedido um palmo em sua empreitada colonial na região, o mesmo não se pode dizer em relação à resiliência dos palestinos. Os documentos do Palestine Papers demonstram como a representação árabe não  resistiu à sanha de dominação israelense, cuja sede insaciável não se contentou  com essa capitulação parcial de autoridades palestinas. 

Ao passo que os sionistas de Israel, endossados pela opinião pública ocidental majoritária, bem como apoiados pelos EUA se posicionavam inflexíveis e  insatisfeitos, mesmo ante inúmeras concessões palestinas, a OLP atuava pressionada de todos os lados. Suas ofertas nunca eram suficientes para os representantes do governo de Israel, em simultâneo, em que eram deslegitimadas por amplos setores muçulmanos, que sabiam sequer de maiores  detalhes até as revelações da Al Jazeera. 

O assentamento de Ramat Shlomo é um exemplo. A OLP permitiu que Israel se  estabelecesse no território já em 2008, em mais um episódio de aprofundamento do processo de colonização de terras palestinas. Mas de plano, deve-se  questionar: em troca do quê? Qual a contrapartida para tamanha barganha? Pasmem: nenhuma. Israel não só intensificou a ocupação ilegal (com a leniência de autoridades palestinas), como não mediu esforços parar ampliar  assentamentos em outras áreas. 

O mesmo se repetiu em uma reunião na qual estiveram presentes Condoleezza Rice, a então secretária de Estado dos Estados Unidos, Tzipi Livni, Ministro das Relações  Exteriores de Israel, Ahmed Qurei, ex-primeiro-ministro da Autoridade Palestina, e Saeb Erekat, um dos principais interlocutores palestinos até então.  Na ocasião, assentamentos com ocupações ilegais de mais de cento e vinte mil colonos  judeus foram ofertadas pela OLP, uma concessão benevolente e sem paralelo na  história, que de pouco serviu para efetivar uma condução mais pacífica por parte de Israel. 

A cobertura da Al Jazeera demonstra como houve intensa mobilização por parte das autoridades palestinas em direção ao que se consensualmente chama de  “solução de dois Estados”, renunciando a territórios e se comprometendo com  a construção de um Estado desmilitarizado. Do outro lado: nenhuma contrapartida; Jerusalém tratada como “inegociável” (ignorando, como sempre,  toda legislação internacional); e o aumento da escalada da violência contra civis. 

Os documentos são esclarecedores no sentido de evidenciar a tática do governo  israelense: a cada passo atrás dos palestinos, dois passos à frente dos sionistas israelenses. Embora tivesse disposto a largar a Jerusalém Oriental, em  determinada situação, Ahmed Qurei pontua que a Autoridade Palestina não  poderia ceder à anexação dos assentamentos Ma’ale Adumim, Ariel, Giv’at Ze’ev,  Ephrat e Har Homa, mas que os colonos poderiam permanecer nas terras, ainda  que estas fossem parte de um território árabe, o que foi rechaçado de imediato. 

O que se pode notar é a completa ausência de cooperação na busca de uma  resolução, mesmo que esta seja alinhada ao que supostamente preconizam as  lideranças sionistas, considerando as concessões generosas feitas pelos representantes palestinos. Não bastasse a obstrução das negociações, por meio  dessa postura intransigente, o governo de Israel nunca impôs limites a expansão colonial na Cisjordânia, pelo contrário, as ocupações são estimuladas por  licenças de moradia e garantidas, posteriormente, pela presença militar. 

Os documentos revelam um comprometimento “suicida” de Saeb Erekat – negociador da Autoridade Palestina – ao sugerir uma gestão não titularizada em  mãos árabes do terceiro local mais sagrado para mulçumanos, o Haram al Sharif, ou Monte do Templo. Saeb, mesmo contra a esmagadora maioria que  representava enquanto negociador, estava convencido de que a localidade poderia passar a ser supervisionada por um comitê internacional, desde que as  escavações israelenses nas proximidades da mesquita de Al Aqsa parassem. 

A essa altura, devemos ter a honestidade de nos perguntarmos: que resposta se espera do povo palestino e suas organizações políticas como o Hamas, por exemplo, quando seus líderes se prostram nas mesas de negociações para ceder,  ceder e ceder, enquanto a violência aumenta nas ruas, inclusive com detenção  de adolescentes e crianças? Que reação esperar de uma população embargada na Faixa de Gaza e impossibilitada de acessar a cidadania plena, nos termos da  legislação israelense? Qual resposta o povo palestino deve dar ao Estado que lhe faz propostas de anexação de territorial desenhadas em um guardanapo a  troco de promessas vazias? 

Chega a ser cínico falar em conflito, tendo em vista que um conflito pressupõe  a existências de forças antagônicas em combate, mas o que se observa na  Palestina é massacre em doses homeopáticas diárias, intercaladas com doses  cavalares de violência e crimes contra a humanidade. É necessário aprofundar  cada vez mais nas questões sobre a palestina, a fim de se evitar que o lobby sionista termine de cooptar todos os espaços de mídia com seu “progressismo colonial”. 

Revelações como o Palestine Papers estão inseridas no rol das grandes  contribuições jornalísticas que auxiliam a jogar luz sobre um assunto  espinhoso, pois revelam como as críticas ao sionismo – produzidas até mesmo na comunidade judaica – possuem solida fundamentação. O que se observou nessa série de documentos revelados foi o interesse pela manutenção  do Estado de coisas beligerante e caótico, de sorte a proporcionar o ambiente  ideal para que Israel mantivesse seu programa de expansão colonial. 

Assim, ao mesmo passo em que o colonialismo avança, esse Estado sionista  aprofunda o caráter étnico da cidadania em Israel, de modo que, há anos, a  existência árabe dentro dessa comunidade é profundamente marcada por, na  melhor das hipóteses, uma semi-cidadania, cujo ponto de inflexão reside no fato de que um não judeu, em Israel, jamais conseguirá gozar plenamente  de direitos civis e políticos como um judeu.


Material escrito por um colaborador anônimo, sob o pseudônimo de Leonor Carvalho.



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