Vacina já! Mas para quem?

Capa: 24J Pelo Fora Bolsonaro // Foto: André Firmino | Revista O Sabiá

A crise devido à falta de vacinas e ao atraso da vacinação é uma problemática que se agrava cada vez mais. A marca de mais de 500 mil pessoas mortas já não é novidade, os números de perdas de vidas ainda são altíssimos e cada vez mais famílias sofrem pela perda de seus entes queridos. Não suficiente, a demanda por oportunidades de, também, trabalho cresce diante da crise nacional. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil chegou a cerca de 14% no 1º trimestre de 2021, batendo um novo recorde de 14,8 milhões de pessoas.

Os possíveis escândalos em processo de descoberta na CPI da Covid causam tensão, angústia e revolta diárias no país. Os protestos contra o governo Bolsonaro e a favor de seu impedimento acontecem e crescem por todo o território nacional com uma intensidade ainda maior diante dessa situação. Foram registrados atos em todos os estados e no Distrito Federal, além de dezenas de capitais europeias. Eles defendem, em sua maioria, além do impeachment, pautas como a volta do auxílio emergencial de R$600, o fim das privatizações e a emergência da vacina. Contudo, no que se refere a essa última questão, uma discussão que praticamente não existe é quanto à vacinação de grupos essenciais no combate à pandemia, porém não inclusos no Plano Nacional de Imunização (PNI).

O Brasil avança na vacinação pela idade, mas a custo de inúmeros profissionais que faleceram por não estarem na lista prioritária do PNI. Categorias como as dos jornalistas, comerciantes, caixas de supermercados, entregadores de aplicativos e tantas outras, a todo momento, estiveram de frente com a pandemia e atuando de forma essencial no combate; ainda assim, não foram inseridos no Plano Nacional de Imunização. Conforme o dossiê “Jornalistas vitimados pela covid-19”, produzido pela Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), o Brasil é o país que mais teve jornalistas vítimas da Covid-19 no mundo. Essa categoria, como muitas outras, é uma daquelas que não foram priorizadas na vacinação e que tanto morre em virtude disso.

O Brasil avança na vacinação pela idade, mas a custo de inúmeros profissionais que faleceram por não estarem na lista prioritária do PNI. Categorias como as dos jornalistas, comerciantes, caixas de supermercados, entregadores de aplicativos e tantas outras, a todo momento, estiveram de frente com a pandemia e atuando de forma essencial no combate; ainda assim, não foram inseridos no Plano Nacional de Imunização. Conforme o dossiê “Jornalistas vitimados pela covid-19”, produzido pela Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), o Brasil é o país que mais teve jornalistas vítimas da Covid-19 no mundo. Essa categoria, como muitas outras, é uma daquelas que não foram priorizadas na vacinação e que tanto morre em virtude disso.

As manifestações são de imensa urgência diante da catástrofe que o nosso país vive. A luta pela vacina, contra os escândalos, contra o genocídio e contra esse governo que nada favorece a maior parte dos brasileiros é essencial para a continuidade de nossas vidas. Contudo, não é aceitável e nem deve ser normalizado o avanço na vacinação da população a custo do não reconhecimento de todos os profissionais essenciais como prioridade. É comum haver, aliás, diversos protestos e manifestações de algumas categorias impossibilitadas de trabalhar que, em consequência disso, não têm um sustento adequado ou até morrem. É necessário, além de protestar nas ruas pela vacina e pelo fim desse governo, procurar trazer essas pessoas para as manifestações em um contexto de luta pela sua priorização e pelo avanço urgente da vacinação. A luta deve ser pela vacina, mas sem asfixiar quem antes precisa.



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