Eu levanto a minha voz, não para que eu possa gritar, mas para que aqueles sem voz possam ser ouvidos. (…) Não é possível prosperar quando metade das pessoas ficam para trás.

Malala Yousafzai

NOTA | Em defesa das mulheres, o conselho editorial da Revista O Sabiá vem, por meio desta nota, reafirmar seu posicionamento perante situações de abuso e assédio. Estaremos, sempre, do lado das vítimas.

Estamos reafirmando nosso posicionamento após tomarmos conhecimento de que um ex-membro de nossa equipe agiu de maneira incorreta perante uma mulher. O conselho, composto por três mulheres, e a equipe, composta por diversas mulheres, repudia essa ação e não queremos possuir qualquer tipo de associação com o indivíduo em questão.

Mulheres da equipe já relataram anonimamente que sofreram por situações de assédio, abuso e machismo. Temos colegas que relataram situações horrendas, e criminosas, com algumas de nossas irmãs. Ficar em silêncio perante tal comportamento é dar tranquilidade para o abusador, e isso nós não faremos.

Qualquer associação de tal indivíduo, que permanecerá anônimo nesta nota somente para evitar uma possível exposição da vítima, será imediatamente exterminada. Qualquer membro desta equipe atual, independentemente do gênero, que defenda esse comportamento também será convidado a se retirar da equipe.

Nós, do conselho, ficaremos atentas a qualquer ação individual ou grupal que vá de encontro com nossos princípios morais e éticos. Mesmo só tomando conhecimento da situação hoje, nós do conselho editorial pedimos perdão as mulheres da equipe e as mulheres que nos leem por permitirmos que um indivíduo que comete tais ações adentrasse nossa redação. Ficaremos mais atentar a partir de agora sobre indivíduos que queiram adentrar nossa equipe.

Atenciosamente,
Sofia Schurig – editora-chefe e criadora
Carolina Justa – editora de redação
Maria Clara Aguiar – chefe de reportagem

Sabiá

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Acreditamos que tanto o jornalismo como a comunicação possuem o potencial de mudar o mundo, sendo necessário reaver a sua função social. Ao longo da história moderna, o senso comum costuma lembrar do lado negativo que a imprensa ao contribuir ou participar de narrativas políticas polêmicas. Nós, pelo contrário, gostamos de pensar que a imprensa teve um papel essencial em eventos como o Maio de 1968, a Primavera Árabe e muitos outros.