Apenas em 4 dias de jogos, delegação Paralímpica supera a Olímpica em número de medalhas


Continuando a ascensão do Brasil no quadro de medalhas, conseguimos ficar no pódio mais três vezes na natação, e seis no atletismo, com direito a dobradinha masculina nos 100m da classe T47. Com a soma das medalhas conquistadas, chegamos ao sexto lugar no ranking, tendo subido quatro classificações. Ainda na noite de quinta-feira (26/08), Yeltsin […]


Continuando a ascensão do Brasil no quadro de medalhas, conseguimos ficar no pódio mais três vezes na natação, e seis no atletismo, com direito a dobradinha masculina nos 100m da classe T47. Com a soma das medalhas conquistadas, chegamos ao sexto lugar no ranking, tendo subido quatro classificações.

Ainda na noite de quinta-feira (26/08), Yeltsin e Silvania conseguiram medalha de ouro nos 5000m e salto em distância respectivamente. O único atleta a ter dois guias na prova, sendo um deles um maratonista profissional, a prova de Yeltsin foi emocionante e garantiu o primeiro ouro do Brasil no atletismo.

Já amanhecendo, a partir das 5 horas pudemos acompanhar as disputas na natação. Nelas saímos com três medalhas: uma de ouro, uma de prata e uma de bronze. Em ordem cronológica tivemos Maria Carolina Santiago com terceiro lugar, Gabriel Bandeira – o dono do nosso primeiro ouro da competição – dessa vez com o segundo lugar, e Wendell Belarmino com o primeiro lugar. 

Novamente no atletismo conquistamos mais quatro pódios, com direito a dobradinha brasileira de Petrúcio Ferreira e Washington Junior (ouro e bronze) nos 100m, arremesso de peso F37 com João Victor Teixeira no terceiro lugar, e por fim medalha de ouro quebra de recorde paralímpico com Wallace dos Santos também no arremesso de peso. É importante destacar a vitória de Wallace e chamá-lo sim de guerreiro! Não como aquele velho discurso capacitista onde todas as pessoas com deficiência são “guerreiros”, mas porque Wallace passou por duas perdas pelo Covid-19 de pessoas bem próximas – uma delas sendo sua ex-técnica – e além de todas as dificuldades que a pandemia nos trouxe, também descobriu seu transtorno de depressão. Mesmo com essas dificuldades passou por cima de seus problemas e foi atrás da melhor performance sempre com sorriso no rosto. 

De sexta-feira para sábado garantimos mais cinco medalhas, sendo elas uma de prata e quatro de bronze.

Thalita Simplício, nos 400m, em uma prova polêmica em relação a classificação de primeiro lugar da atleta chinesa, garantiu a medalha de prata no atletismo. Enquanto era discutida a desclassificação ou não da chinesa, pela possível interferência de seu guia na prova, Thalita já comemorava o seu segundo lugar “com gostinho de ouro”, como ela mesmo disse em entrevista para o canal Sportv2.

Ainda no atletismo, dessa vez na modalidade do lançamento de disco, ganhamos a primeira medalha de bronze da virada com a atleta Julyana Cristina da Silva

De volta para a água, os atletas da natação conquistaram o terceiro lugar no revezamento 4x100m misto da classe s14 – após a desclassificação da equipe do comitê paralímpico russo. Assim, Ana Soares, Débora Carneiro, Felipe Catran e Gabriel Bandeira trouxeram mais uma medalha de bronze para o Brasil.

Agora no tatami, com um ippon rápido e ágil, Lúcia Teixeira conseguiu mais um lugar no pódio para o Brasil. Com a medalha de bronze no judô, nossa atleta foi a primeira da modalidade a chegar na disputa da final.

Já no final desse último dia, conquistamos mais duas medalhas de bronze. Cátia Carvalho – ex-jogadora profissional de futebol, que se tornou atleta paralímpica após sofrer um acidente – conquistou a medalha no tênis de mesa em cadeira de rodas. No lançamento de dardo, classe F57, quem conquistou a medalha foi o atleta brasileiro Cícero Nobre, em uma prova recheada de quebra de recordes.

Com o final desse quarto dia de competição, temos o Brasil figurando em 8º lugar no quadro geral de medalhas (subindo duas colocações em comparação com o dia anterior), com 6 medalhas de ouro, 5 medalhas de prata, e 12 medalhas de bronze, totalizando 23 medalhas.

(Foto : Reprodução Instagram, ocpboficial)

Escrita em conjunto por Ariel Rocco e Maria Clara Aguiar


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