Uma reflexão sobre a concepção de identidade, conjuntura e posicionamento


Nossa história é constantemente apagada por balas e descaso, quando, na verdade, nem nós chegamos a conhecê-la.


“Sempre há um sinal verde. Esses documentos chegam até nós 50 anos após o fato, numa astuta declaração de poder depois que o mundo muda. Uma coisa é piscar e reconhecer seu papel em um golpe de outra geração; mas ele deve estar sempre oculto quando o Manual de Regime estiver sendo usado.”

– Vijay Prashad, no livro Balas de Washington.

Esse é um trecho que me faz refletir um pouco sobre a posição em que estamos inseridos no mundo; sobre as relações de poder e, acima de tudo, como nossas lutas cessam. Não é, na maioria das vezes, porque conquistamos nossos objetivos, temos frustrações ou mudamos de ideia. É sobre balas, descaso e a falta de identidade. A perda da nossa luta ou vida. É um trecho que reflete o porquê de não vermos a luta das gerações anteriores ser vencida, mas atacada ou, no pior dos casos, perdida pela memória do tempo. Na época em que ela existia firmemente, quando a batalha era perdida, o fato nem sequer era mostrado pelos seus reais motivos.

“Um golpe nunca é golpe”. Dizer isso é como admitir as interferências externas, refletiu Prashad no livro. O objetivo é apagar a memória e retirar nossa identidade, restando, pois, para as futuras gerações, somente o desconhecimento desses processos de luta por objetivos que temos em comum até hoje. Eu não cresci sabendo, muito menos fui ensinado sobre isso. Essa foi uma das maiores descobertas e reflexões que tive na vida, que teve como um grande responsável o livro de Vijay. E essa reflexão inclui, vale ressaltar, a minha história: a do meu país, a dos meus pais e a daquilo que almejo para essa vida.

A luta pela memória é uma constante. A história que estudamos, na sua maior parte, não é nossa e, em muitos casos, não é apresentada. Devemos estar em busca do que é nosso por direito. Nossa memória é nossa identidade e isso ninguém tira – a não ser que ela seja escondida antes mesmo de entendermos sua importância – isto é, o que sempre ocorre há décadas.

Um povo é, majoritariamente, formado por seus entendimentos de representação enquanto um coletivo. Essas características, quando vistas, são compreendidas como parte do grupo, seja pela sua forma, conteúdo ou variante. E, para, além disso, o conhecimento sobre sua própria história é um dos fatores mais determinantes para o conhecimento de um povo, seja interna ou externamente. Nossa história é constantemente apagada por balas e descaso, quando, na verdade, nem nós chegamos a conhecê-la.



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