1,8 TB de imagens de vigilância da polícia dos Estados Unidos são divulgados

Drones na mão de autoridades policiais: forma de aperfeiçoamento do trabalho policial, ou facilitação da vigilância? Segurança, privacidade e sua qualidade geral são algumas das questões mais importantes sobre as quais as pessoas estão falando atualmente. Cada usuário, consumidor e cidadão de um país tornou-se mais consciente de sua vida privada e de certa forma critica tudo o que torna sua privacidade vulnerável. Mas a realidade é que o uso de drones como uma ferramenta de aplicação da lei nos Estados Unidos já é algo comum.

O movimento hacktivista Distributed Denial of Secrets, ou DDoSecrets, publicou 1,8 terabytes de imagens de drones de autoridades policiais. A co-fundadora do coletivo, Emma Best, diz que seu grupo não sabe a identidade da fonte que compartilhou os dados e que nenhuma afiliação ou motivação para o vazamento dos arquivos foi fornecida. A fonte simplesmente os disse que os dois departamentos de polícia estavam armazenando os dados em uma infraestrutura em nuvem não segura.

O grupo ganhou notoriedade em junho do ano passado, quando publicou um vazamento massivo de dados policiais roubados por um indivíduo associado ao Anonymous. Os dados, apelidados de BlueLeaks, em referência ao movimento ‘Blue Lives Matter’ criado por policiais durante a onda de protestos contra a violência e abuso policial, incluíam e-amails, áudios, vídeos e documentos de inteligência de mais de duzentas agências estaduais, locais e federais nos Estados Unidos.

O arquivo de vídeo lançado pelo grupo na última sexta-feira mostra helicópteros operando durante o dia e à noite, capturando tudo, desde vistas altas até pessoas em seus quintais. O vazamento ilustra visualmente o risco inerente de coletar e reter imagens tão pessoais que podem ser violadas, e o fim da privacidade. “Esta é exatamente uma das coisas sobre as quais as pessoas estão constantemente alertando, especialmente quando se trata de vigilância governamental e mineração de dados corporativos”, disse Best. “Não só a vigilância em si é problemática e preocupante, mas os dados não são tratados nas condições ideais que prometemos sempre”.

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Os drones policiais estão recebendo mais atenção mundial ultimamente e representam uma nova geração de dispositivos capazes de vigilância potencialmente destrutiva e novos tipos de comportamento e habilidades, como voar em ambientes fechados. A filmagem revelada pelo grupo mostra como câmeras em drones podem ser eficazes na filmagem nítida e detalhada de objetos ou indivíduos perto do solo.

Discussões semelhantes sobre privacidade surgiram sobre a necessidade de políticas de exclusão ao lidar com filmagens da câmera do corpo da polícia. É possível que algumas das filmagens do helicóptero que vazaram tenham sido retidas porque ainda são relevantes para uma investigação ativa, mas muitos dos arquivos capturam horas em tempo real e se concentram em atividades, lugares e pessoas díspares e aparentemente desconexas.

Ativistas defensores da privacidade enfatizam particularmente os riscos de proteger os dados de vigilância da polícia aérea, visto que tais imagens podem ser valiosas de várias maneiras para perseguidores, atacantes em busca de materiais para chantagem, grupos terroristas nacionais ou estrangeiros, ou aqueles que conduzem operações de espionagem.



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