Sem Açúcar Nem Afeto: Arte É Pra Tomar Amarga


E se nem uma figura sólida como Chico aguenta, quem resta para nos contar as novidades?


“Ela também lia ficção moderna. Sempre ficção. Ela odiava ouvir a palavra “escape” usada sobre ficção. Ela poderia ter argumentado, não apenas brincando, que a vida real era o escape. Mas isso era importante demais para debater.”

Alice Munro, Too Much Happiness.

Chico Buarque de Hollanda é um gênio, sempre foi. Recentemente, o cantor anunciou que não cantará mais a música “Com Açúcar, Com Afeto” que compôs em 1967 para Nara Leão sob a justificativa de que a letra seria machista. Como Chico mesmo contou, foi uma das primeiras canções que ele escreveu sob encomenda da cantora, usando um eu lírico feminino em primeira pessoa, feito que ele repetiria em muitas outras composições que imortalizaram Hollanda como um dos melhores artistas a articularem o coração feminino. 

A canção é linda. Nara deixava sua voz etérea e afinada flutuar, como se seu som pairasse pelo ar por mais instantes do que deveriam. E quando Chico colava a sua voz ao fundo da dela, deslizando suavemente junto com Nara, meu deus. É daquelas belezas puras. Quantas vezes eu dedilhei as notas alegres, fechando os olhos e imaginando-me emanando a voz de Nara da garganta, rodopiando num quarto vazio, sentindo-me eu mesma, herdeira daquela beleza, como toda a nossa gente é, nadando nas mesmas águas para o mesmo destino prometido.

Mas a nossa Era infernal quer destruir antes de tudo o passado. A controvérsia é uma apoteose perfeita do momento em que vivemos: um fanatismo moralista e herético, implacável e dogmático, mas que ao mesmo tempo mal consegue articular sua defesa. Nem Chico, um dos maiores mestres da língua portuguesa, ofereceu justificativa para além da ideia mal articulada de que retratar uma mulher dona de casa em um relacionamento com um cafajeste é um pecado porque “os tempos mudaram”, ou que cantar sobre a realidade de uma personagem lírica é de alguma maneira ofensivo. Você pede para os críticos justificarem porque isso ou aquilo é uma heresia e eles se perdem depois de duas frases. Porque não há nada: só alguma impressão intangível de que um comportamento é um pecado passível de punição e que o mais seguro mesmo é ser o punidor. A ideia do que é o bom e o que é mal real está tão trivializada que nos encontramos incapazes de compreender as profundezas da coisa real. Como escreveu o jornalista Matt Taibbi, “o cancelamento é uma substituição pobre para a danação, e para uma sociedade que gasta tanto tempo julgando, é patético que perdemos de vista a diferença entre estes.” Que a insuficiência retórica da ortodoxia dominante engasgue até o melhor literato entre nós mostra o vazio da crítica a que ele se entrega. 

E vê-lo sucumbir aos filisteus é uma tragédia. Chico, que fala de amor melhor que ninguém, Chico que em tantas canções retrata o vai e vêm ondular dos relacionamentos amorosos, a proximidade e a retração, o fanatismo e o desejo de escapar, o desengajar e o re-engajar, o desejo que nos faz tanto dominadores quanto submissos, a sina da mulher que depende financeiramente do parceiro, das negociações que fazemos com nós mesmos de quais serão as fronteiras das nossas vidas. Tudo isso é a verdade sobre o amor e a única obrigação do artista é falar a verdade. 

Que Chico tenha escolhido praticar autocensura não surpreende. A censura agora não requer mais um Departamento de Imprensa e Propaganda. Hoje, a censura é primeiramente uma instância interna do artista: eu consigo lidar com a crítica online, feroz e performativa, eu aguento as consequências de ser transformado em uma caricatura machista-racista-fascista-negacionista-ista-ista-ista, eu aguento as consequências profissionais e pessoais, os ataques, a perda de patrocinadores? Artistas novos sabem que não e se podam, apagam opiniões, cedem ao frenesi ignóbil da massa, dos queima-bruxas e dos moralistas que mais e mais parecem achar abrigo na esquerda. E se nem uma figura sólida como Chico aguenta, quem resta para nos contar as novidades?

Não é nova a discussão sobre a moralidade da arte. Estamos familiarizados com a afetação retórica de que artistas teriam a tarefa de encantar, instruir e persuadir a virtude moral. Platão e Sócrates, que tanto desconfiavam dos poetas e do “divino terror” que a arte inspira, e os Russos na União Soviética obrigados a produzir arte “com propósito social”, são lados da mesma moeda: ambos desconfiavam do poderio da arte. De fato, a primeira vez que houve uma examinação do fenômeno estético na sociedade medieval Européia, bispos confrontaram as inovações musicais do ars nova e julgaram-nas distrações sedutoras demais e as baniram. 

Vladimir Nabokov fez uma comparação brilhante entre as semelhanças entre os censores conservadores e os radicais e, jocoso, exemplificou as contradições dos impulsos de quem censura: “uma intenção revolucionária foi lida nas obras de Gogol e ele, um cidadão respeitador da lei, tímido, com muitos amigos influentes no partido conservador, ficou tão chocado com as coisas que foram encontradas em suas obras que em seus escritos subsequentes ele se esforçou para provar que a peça e o romance, longe de ser revolucionário, havia realmente se conformado com a tradição religiosa e com oisticismo que posteriormente evoluiu. Dostoiévski foi banido e quase executado pelo governo em sua juventude por alguma indulgência na política juvenil; mas quando mais tarde ele exaltou em seus escritos as virtudes da humildade, submissão e sofrimento, ele foi assassinado na imprensa pelos críticos radicais. E esses mesmos críticos atacaram ferozmente Tolstoi por retratar o que chamavam de travessuras românticas de senhoras e senhores nobres, enquanto a igreja o excomungava por sua ousadia de desenvolver uma fé criada por ele mesmo.”

O legado pós-modernista, esse sanguessuga, dispensou a crítica tradicional que analisava a arte em nome da universalidade humana, ao invés cavando sempre pela diferença cultural: marxismo, feminismo, pós-estruturalismo, pós-colonialismo tornaram-se alguns dos novos métodos preferidos. Mas ao trocar declarações absolutas por leituras desconstrutivas, a crítica pós-moderna se viu já imbricada na urdidura e na trama do texto cultural. Grande parte da crítica (para não dizer toda), agora elogia e condena a arte de acordo com critérios éticos: como ela conscientiza, como celebra a diversidade, como forma resistência etc. Esse tipo de julgamento faz uso de causas justas só para banalizar e degradá-las. O manejo é como um fetiche: toda vez que o poderio do “feminismo” é assim evocado é o sinal mais seguro de que nada que justo vai acontecer. 

Quando a Reforma Protestante convidou o acesso direito dos fiéis com a palavra escrita e solidificou a atitude do engajamento individual com a literatura, também reacendeu no Ocidente a controvérsia da responsabilidade do artista. Esta é uma tensão entre ser persuadido à virtude moral via o conteúdo do texto ou ser persuadido a apreciar o poeta como criador, que se vale das técnicas retóricas para moldar sua obra. No primeiro caso, a retórica é uma ferramenta da pedagogia moral que solicita nossa convicção ou crença pela fé. No segundo caso, a retórica chama a atenção para o artefato poético autônomo e a atividade livre do fazer poético tem apenas uma relação indireta, se houver, com a ética. O estudioso renascentista William Henry Hudson argumentou brilhantemente que as peças de Shakespeare e Ben Johnson não tanto persuadem à virtude moral (afinal, estão cheias de personagens imorais), mas que na verdade convidam o leitor a colaborar na produção da verossimilhança e credibilidade, engajando-se em um processo de raciocínio inferencial sobre os personagem e sobre o processo de criação do artista. O poeta, assim entendido, tem seu próprio campo de especialização: ele está preocupado com a invenção no sentido de fazer algo novo e a criação de um mundo autônomo e imaginativo. Ao público leitor, cabe a cognição. E esse exercício da capacidade de reconhecer o verdadeiro do falso na arte pode tornar-se também uma educação moral, pois ensina-nos a reconhecer o verdadeiro do falso na vida. 

Mas essa educação ocorre só em um nível individual hoje, e a quem absolutamente se interessa por arte e deixa-se mover por ela. São poucos. Tolstoi disse com razão: “a estimativa do valor da arte… depende da percepção do homem sobre o sentido da vida; depende do que eles consideram ser o bem e o mal da vida.” Se entendemos que a arte é uma forma de diversão, ou uma ferramenta de educação, ou uma revelação da realidade, ou até arte pela arte, esse nosso julgamento revela o que consideramos valioso e o que tomamos como verdadeiro sobre a vida. É uma afetação imaginar que a arte é poderosa em um nível político hoje em dia, ou que molda os costumes e a sociedade de algum jeito fundamental. Por isso que a maioria desses pânicos morais sobre arte, as famosas guerras culturais, sempre soam um pouco tolas. Igual a reação desmedida de alguns sobre o Touro de Ouro, vi essa mesma simulação de afetação e choque que pessoas performam online em posts celebrando “o golpe contra o machismo” da autocensura de Chico – só que dessa vez não caí na risada. 

Claro que não foi “Com Açúcar, Com Afeto” (nem, aliás, “Esse Cara” ou “Não Enche” de Caetano Veloso, para citar mais belas canções sob risco de heresia) que causaram a subjugação feminina. Foi um sistema político e legislativo que por décadas tiraram o direito de mulheres de votar e trabalhar, e o sistema econômico que não paga pelo trabalho no lar e na criação dos filhos, e a ideologia neoliberal que prometeu liberação feminina via inserção em um mercado explorador, etc etc etc. 

Alguns comentaristas ofereceram defesas da obra. O motivo mais invocado pareceu o da necessidade de contextualização dos tempos em que a obra foi criada. Concordo em parte mas considero o pensamento insuficiente. A tara atual de grande parte do público em julgar (e banir e queimar) tantas obras não é simplesmente uma falha em contextualizar corretamente outras atitudes ou filosofias que aos ouvidos contemporâneos soam como ultrapassados. O buraco é mais fundo: quando há incapacidade de produzir mudança política real (via organização, projetos legislativos, movimentos sociais, etc), toda “política” só pode ocorrer no nível midiático de “discurso”. Aqui, as pessoas tomam o discurso político como fazer político. E no discurso, é preciso soar cada vez mais radical para alcançar a tão sonhada viralização. Assim adentramos um ciclo vicioso em que discursos são produzidos sempre e necessariamente envolvendo uma polarização alarmista, disseminados via algoritmos que reforçam o campo que já concorda com você, repercutidos na mídia que você consome. Todo esse processo é politizado, sim, mas caduco e incapaz de produzir qualquer mudança real no mundo.

Há de se discutir um outro ponto mais importante sobre a necessidade de “perdoar” ou “tolerar” ideias e atitudes com as quais discorda-se. Uma bandeira que historicamente pertenceu à direita conservadora hoje é hasteada pela esquerda: a obsessão em monitorar toda arte, para não dizer todo discurso, toda atitude, para julgar se refletem valores tipo como corretos ou não. Isso é anti-democrático, claro, e também reacionário. O objetivo mais elevado da arte não é a representação, nem a identificação com os personagens, nem a educação e nem, sinceramente, qualquer outro propósito político ou utilitário. A razão pela qual eu posso ler Homero e Dostoiévski e Lispector e Tolstoi e Virginia Woolf e Kafka e Machado e Jane Austen e Emily Dickinson e Mary Oliver e Saramago, a razão pela qual posso lê-los e ser enriquecida por eles não é porque vejo a minha vida em suas narrativas, mas porque suas narrativas estão a serviço de uma necessidade existencial que todos nós confrontamos quando encaramos o potencial e a finitude de nossa humanidade. E, diga-me ingênua, mas ainda creio que o pensamento poético é o caminho mais elevado para a verdade universal.

A arte é o espaço para a ambivalência, a singularidade e a ambigüidade, para o conflito e para refletir às vezes o pior da humanidade. Porque, afinal, seres humanos sempre fizeram grandes merdas, crimes hediondos, imoralidades, e a arte é um dos únicos espaços que temos para encarar os nossos piores instintos. “O grande artista, ao nos mostrar o que não está salvo, implicitamente nos mostra quais são os meios de salvação”, escreveu a grande Iris Murdoch. Purificar a arte a um conteúdo completamente moral e propagandístico foi um projeto obsceno quando os ditadores e os bíblia-embaixo-do-braço fizeram e ainda o é quando os progressistas tentam fazer. 

Outro argumento contra a censura é alguma versão de que há diversas formas de feminismo e Chico teria sucumbido à crítica errada. Sei lá. Dissidentes estão sempre me apontando para um feminismo correto, o das “99%”, mas eu só vejo um feminismo vivo com qualquer poder, que é o neoliberal e seus cavalos de tróia grotescos da “representatividade” e da “liberação pessoal”. Parece-me mais que o projeto revolucionário de um feminismo de outrora é uma fábula usada para angariar (e educar e doutrinar) mulheres aos braços do neoliberalismo. O que resta é só a idiotice de Mulher-CEO-Inspiração, é o Criticar-Tábata-Amaral-É-Machismo, é A-Única-Libertação-Que-Importa-É-A-Individual, é Empresas-Vendem-Produtos-Com-Slogans-Feministas, é a Mulher-Com-Muque, é o Girl-Power-Yes-Queen-Female-Boss, é a Liberação-Via-Inserção-No-Mercado-Capitalista, é o Crossfit-Auto-Ajuda-Coaches-Para-Ser-A-Melhor-Funcionária-Da-Empresa.

Esse tipo de política que apresenta a soma de nossas escolhas individuais como a expressão mais plena possível de nossa política é uma ideologia de mercado e é a maior arma para preservar a ordem econômica. Em quase toda instância do “fazer político” atual nós removemos as pessoas da luta contínua e unificadora pelo bem comum de suas comunidades. Isso não existe mais, já era, hasta la vista. E não vai voltar, porque nossas comunidades foram dizimadas enquanto montamos nossos avatares online. O que nos resta, um metaverso codificado que nos promete que novos mundos são possíveis, quando na realidade o mundo possível é sempre individual, solitário, fantasias que nos amortecem. É uma obscenidade: destruir o mundo natural orgânico e real, as conexões com nossos vizinhos e famílias, e depois nos amarrar na arapuca de uma simulação de tudo o que perdemos.

Artistas, geralmente atores precários em um mercado competitivo, regurgitam esse tipo de narrativas-slogans porque ganham retorno econômico o fazendo, ou porque inconscientemente renderam-se à pressão social. Mas ao sucumbir, o papel do artista vai de criador desalienado e livre a mero propagandista do que a maioria já concorda de antemão. Geralmente aqui críticos culturais diriam que esse fenômeno é um vampiro que suga a criatividade. Eu particularmente acho que entender a obra de arte como mera expressão do gênio individual do artista é uma inversão da vocação Aristotélica original da arte. Mas esse é assunto para outro ensaio. 

Hoje o público parece querer libertar a arte da ambiguidade da vida, libertar a arte inclusive do artista, o qual afinal sempre poderá cometer essa ou aquela gafe, este ou aquele “crime de pensamento”. Agem como o Inquisidor no pequeno poema de Ivan Ivanovitch que, para salvar o cristianismo, convence-se que tem que destruir o próprio Cristo quando este se apresenta a ele. 

O arrego dos maiores músicos e escritores do mundo é um tapa na cara, uma diminuição do poder da arte, uma negação, enfim, da possibilidade da experiência transcendental do fazer artístico. Chico, por vontade própria, deixa que sua grande obra seja amarrada ao chão do literal, do presente, da prática e da política. E amarra a nós todos juntos, porque sua obra é nossa também.



Eleições

  • Alanzoka, Casimiro e outros streamers da Twitch declaram voto

    Alanzoka, Casimiro e outros streamers da Twitch declaram voto

    , ,

    Streamers com grande audiência revelam em qual candidato votam no segundo turno das eleições 2022.

  • Três youtubers bolsonaristas que chegam ao Congresso

    Três youtubers bolsonaristas que chegam ao Congresso

    ,

    Três youtubers foram eleitos este ano, e todos estão associados a fenômenos de violência. Gustavo Gayer e Nikolas Ferreira são propagadores de um discurso político violento, enquanto o Delegado da Cunha é conhecido por publicar vídeos de operações policiais degradantes à comunidades paulistanas.

  • Bolsonarista prejudica eleição ao votar duas vezes em Lisboa; entenda o caso

    Bolsonarista prejudica eleição ao votar duas vezes em Lisboa; entenda o caso

    Para especialista em Direito Eleitoral, o Cônsul-geral do Brasil em Lisboa poderia se envolver na convocação dos eleitores se comprovados que os votos anulados poderiam afetar o resultado da eleição de 1º turno.


  • Bolsonaro retém R$2,4 bilhões do MEC

    Bolsonaro retém R$2,4 bilhões do MEC

    Planalto divulga decreto anunciando A retenção de 2,4 bilhões de institutos e universidades federais. A medida vale para despesas não obrigatórias, como recursos de assistência estudantil, salários de funcionários terceirizados e muitos outros.

  • Dezesseis anos de WikiLeaks

    Dezesseis anos de WikiLeaks

    , , , ,

    No mês de aniversário de 16 anos do WikiLeaks, é imprescindível lembrar que a organização se tornou uma questão controversa e divisória entre as organizações de direitos civis; maioria concorda com o valor inegável que o WikiLeaks teve ao denunciar violações de direitos humanos e liberdades civis.

  • Alanzoka, Casimiro e outros streamers da Twitch declaram voto

    Alanzoka, Casimiro e outros streamers da Twitch declaram voto

    , ,

    Streamers com grande audiência revelam em qual candidato votam no segundo turno das eleições 2022.

  • Três youtubers bolsonaristas que chegam ao Congresso

    Três youtubers bolsonaristas que chegam ao Congresso

    ,

    Três youtubers foram eleitos este ano, e todos estão associados a fenômenos de violência. Gustavo Gayer e Nikolas Ferreira são propagadores de um discurso político violento, enquanto o Delegado da Cunha é conhecido por publicar vídeos de operações policiais degradantes à comunidades paulistanas.

  • Bolsonarista prejudica eleição ao votar duas vezes em Lisboa; entenda o caso

    Bolsonarista prejudica eleição ao votar duas vezes em Lisboa; entenda o caso

    Para especialista em Direito Eleitoral, o Cônsul-geral do Brasil em Lisboa poderia se envolver na convocação dos eleitores se comprovados que os votos anulados poderiam afetar o resultado da eleição de 1º turno.

  • Após infiltração, grupos bolsonaristas no Telegram reforçam moderação

    Após infiltração, grupos bolsonaristas no Telegram reforçam moderação

    ,

    Dois dias após o primeiro turno das eleições, usuários de esquerda passaram a infiltrar grupos bolsonaristas no Telegram. O resultado foi o reforço da moderação por parte dos administradores, e a aposta em teorias conspiratórias.

  • Todo fascista é corno

    Todo fascista é corno

    ,

    Não é difícil entender que a vontade de escrever é nula, assim como a vontade de acordar, sair da cama e realizar que esse bando de corno não tem mais medo de cantar aos quatro ventos: “sou fascista na avenida e minha escola é a mais querida dos reaça nacional!”.

  • No Telegram, bolsonaristas espalham fake news sobre eleitores mortos votando no Nordeste

    No Telegram, bolsonaristas espalham fake news sobre eleitores mortos votando no Nordeste

    ,

    Grupos bolsonaristas no Telegram reforçam táticas xenofóbicas e criam fake news sobre eleitores mortos votando no Nordeste.


Tem uma pauta?
Estamos aqui

Toda ideia tem o potencial de ser uma boa ideia. Gostamos de ouvir ideias de pauta, denúncias ou sugestões de nossos leitores. Se quiser compartilhar, conte conosco — e olha, pode ser anônimo, tá?

Seja notificado de novas publicações, assine.

Ao se inscrever, o WordPress te atualiza gratuitamente toda vez que publicamos algo novo. Assim, você pode acompanhar nossa redação! Não se esqueça de nos seguir nas redes sociais.

A revista o sabiá é um veículo de mídia independente e sem fins lucrativos criado e equipado por jovens. Buscamos usar o jornalismo e a comunicação como um mecanismo de mudança do futuro das novas gerações.