Ucrânia e Rússia não se trata do bem contra o mal


No mundo todo a cobertura da guerra entre a Rússia e Ucrânia, que se iniciou com a invasão realizada pelo exército russo na quinta-feira (24) vem se mostrando um show de horrores, mas no Brasil em especial, a imprensa dá aulas de como não se faz jornalismo.


As relações internacionais contam com uma gama vasta de teorias que por diferentes meios analisam disputas de poder, correlações entre os capitais e cooperação entre nações. A principal e mais antiga entre elas é o realismo, que travou os principais debates da área com a teoria liberal (também chamada idealista e utópica) desde a década de 30, antes do início da Segunda Guerra Mundial. Em diferentes momentos históricos, diferentes teorias foram predominantes a depender de sua capacidade de explicar o mundo e o que estava acontecendo, e foi com a expansão do neoliberalismo e o desenvolvimento de mecanismos de cooperação internacional como a União Europeia, a Organização Mundial do Comércio (OMC) e os acordos multilaterais realizados a partir dos anos 90 que fortaleceram a doutrina liberal, que havia fracassado em manter a paz após a Primeira Guerra Mundial, com a Liga das Nações idealizada por Woodrow Wilson.

O sucesso econômico baseado nas iniciativas da doutrina liberal das RI – junto a uma expansão do pensamento liberal nos países centrais do capitalismo – foi expressivo entre os anos 90 e a crise de 2008. Países cooperavam e o comércio expandia. A entrada dos produtos chineses, mais baratos, no mercado e sua crescente demanda por matérias primas que gerou um crescimento no preço das commodities fez com que a prosperidade se difundisse em todo globo. Mas nem tudo são flores. As sequentes crises pós-2008, em especial a quebra da economia grega e um aumento do número de guerras no Oriente Médio e no Norte da África, já traziam questionamentos a doutrina, assim como a fragilidade da atuação da OMS e da ONU no combate a pandemia, que está sendo incapaz de distribuir vacinas para os países mais pobres por meio da cooperação e uma clara desigualdade de acesso aos bens básicos de combate à doença. A invasão da Ucrânia pela Rússia de Vladimir Putin é a última pá de terra num campo de estudos que precisa de novos caminhos para encontrar respostas, mesmo mantendo-se hegemônico.

A mídia brasileira, claramente acostumada a esse discurso, comete atrocidades com quem tenta explicar o conflito ignorando o discurso do bem contra o mau, do democrata contra o autocrata e do país que preza pelas liberdades individuais contra o repressor. “Falta absoluta de respeito e profissionalismo. A GloboNews me chama para apresentar a visão russa da questão, cortam minha participação e o dinossauro Jorge Pontual dá um chilique me achincalhando sem qualquer direito de resposta”, escreveu em suas redes sociais o historiador Rodrigo Inhaez após sua participação em um programa da GloboNews, ainda no início do conflito.

“Já coloquei aqui e repito. Essa guerra é uma tragédia. Fui atacado justamente por criticar o Putin, mas Jorge Pontual não admite nada que fuja minimamente do script dos Estados Unidos da América ao qual ele serve”, continuou Inhaez.

Jorge Pontual, jornalista da GloboNews, acusou o historiador de não saber história e legitimar Putin após sua explicação a respeito das diferentes dominações durante a história do que hoje é território ucraniano, um país muito recente e pela maior parte de sua história esteve sob domínio de outras nações: O Rus de Kiev, origem do Império Russo que depois foi subjugado pelo Rus de Moscou, a Polônia, a Ucrânia, a Alemanha Nazista e por fim, a União Soviética.

O caso foi apenas o primeiro dos absurdos da cobertura midiática: imagens de bombardeios e corpos em outros lugares do mundo ou até mesmo de videogames ganharam destaque como sendo parte dos conflitos na Ucrânia. Qualquer argumento que buscava explicar as origens da guerra, citando conflitos históricos e em especial a posição da OTAN na região, era taxado de pró-Rússia — o pior crime que se poderia cometer na última semana. Mesmo a neutralidade não pode ser perdoada.

Mas afinal, quais são os fatos que levaram ao conflito?

Após a explosão do movimento Euromaidan, a guerra da Ucrânia se iniciou em 2014 com a derrubada do governo aliado à Rússia e o fortalecimento do discurso pró-Europa e aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no país. Esse evento faz parte de uma série de acontecimentos denominados ‘revoluções coloridas’, que consiste em manifestações em oposição a governos contrários aos interesses dos Estados Unidos, com discursos liberais e financiamentos pouco transparentes. Vários países passaram por eventos semelhantes nos anos 2000, em especial os ex-membros da União Soviética e da Iugoslávia. Na última década foi a vez do Oriente Médio, com eventos no Líbano, Iraque e Líbia, além de uma tentativa fracassada que gerou a guerra na Síria.

A Rússia invadiu e tomou a Criméia no mesmo ano, região historicamente russa entregue aos domínios ucranianos quando o futuro país ainda era uma República Soviética, por Nikita Khrushchev, Primeiro-Secretário do Partido Comunista e Primeiro-ministro da União Soviética. Com a dissolução da união socialista, os acordos entre os presidentes regionais para a derrubada de Gorbatchev e ascensão de Boris Yeltsin como presidente da Rússia independente, as fronteiras foram definidas às pressas e muitas pessoas ficaram ‘do lado errado’ de onde ‘deveriam estar’. É o caso da Criméia, de Donetsk e de Lugansk, partes da Ucrânia de maioria russa e pontos-chave do conflito. É por isso, e não por razões ideológicas, que Putin já declarou repetidas vezes que o fim da União Soviética é a “maior tragédia geopolítica do século XX”.

O que também é fato é que, a partir de 2014, as regiões de Lugansk e Donetsk – que permaneceram parte da Ucrânia, mas tiveram parte do controle tomado por rebeldes pró-Rússia — sofreram com uma pesada guerra civil e um verdadeiro genocídio de populações etnicamente russas. Estima-se mais de 10 mil mortes, palco da expansão dos principais grupos neonazistas ucranianos, hoje oficialmente incorporados na hierarquia militar do país como o Batalhão de Azov.

Em 21 de fevereiro, Vladimir Putin fez um longo discurso televisionado falando sobre a situação das relações com a Ucrânia e anunciou a orientação ao parlamento para o reconhecimento da independência das regiões controladas por separatistas pró-Rússia na região leste do país vizinho. Diversos países repudiaram a ação e a entrada de tropas na região já era clara para todos. O que foi surpreendente é que ninguém esperava um ataque total à Ucrânia e uma tentativa clara de derrubada do governo de Volodymyr Zelensky, atual presidente da Ucrânia.

A reação internacional foi pesada e rapidamente o mundo estava quase todo ao lado dos ucranianos, condenando o ato de guerra e apoiando a retirada das tropas russas do território ucraniano. A União Europeia tomou a dianteira e prontamente anunciou que sanções seriam postas, aliando-se aos Estados Unidos. Após algumas reticências, a mais forte delas entrou em vigor: a retirada da Rússia do Sistema SWIFT, isolando o país do comércio internacional.

O SWIFT, sigla para Sociedade de Telecomunicações Financeiras Mundial, é um sistema de comunicações interbancárias internacional, criado na Bélgica em 1973, que congrega mais de 11 mil instituições financeiras espalhadas por mais de 200 países. Ele permite a padronização de informações financeiras e a transferência de recursos ao redor do mundo. A exclusão da Rússia faz com que quaisquer negociações envolvendo bancos e empresas russas tenham que negociar diretamente o sistema de pagamento caso a caso, aumentando o tempo e o custo de cada transação.

É natural esperar que sanções sejam aplicadas. A Rússia, apesar de suas justificativas — e aqui cabe a cada um julgar se concorda ou não pessoalmente com elas — invadiu outra nação soberana e os precedentes abertos podem ser perigosos para o equilíbrio do poder global, mas a grande preocupação é: quais são os limites de tudo isso?

Os perigos da reação ocidental

As questões não ficaram restritas à economia. Festivais de cinema também baniram filmes russos de sua programação; Glasgow e Estocolmo já declararam que removerão as obras de exibição; o maestro russo Valery Gergiev foi demitido da Filarmônica de Munique após não condenar a invasão à Ucrânia. Atletas russos estão sendo impedidos de participar de competições e pessoas de origem russa barradas em estabelecimentos na Europa. Além dos casos concretos apresentados, há diversos relatos e imagens de lojas, igrejas e embaixadas da Rússia sendo vandalizadas, populações de origem russa sendo discriminadas e uma clara hostilidade às pessoas do país, que muitas vezes também condenam a invasão.

A Meta, empresa dona do Facebook e Instagram bloqueou a monetização das páginas com ligações com a mídia estatal russa, assim como o Google, que além do bloqueio da monetização dos conteúdos, retirou os veículos russos RT e Sputnik do ar em toda a Europa.

O Twitter fez algo parecido e adicionou um rótulo em qualquer link direcionado aos veículos russos, além de rotular jornalistas ligados a esses veículos como sendo financiados pelo governo russo — aconteceu até mesmo com jornalistas freelancers, de acordo com informações do jornalista Lucas Rohan, no podcast Primeiro Café.

Mas afinal, calar vozes ‘do outro lado’ é realmente a forma mais democrática de lidar com a guerra? É por meio da narrativa única que chegaremos a um acordo de paz?

A hipocrisia também deu as caras em muitas ocasiões: a Premier League, liga de futebol profissional da Inglaterra, ‘direcionou as armas’ para o bilionário russo Roman Abramovich, proprietário do atual time campeão mundial Chelsea. Tudo isso seis meses após permitir a compra de outro clube, o Newcastle United, por ninguém menos que Mohammed Bin Salman, o MBS, príncipe herdeiro da Arábia Saudita — ligado à morte de jornalistas e a guerra do Iêmen, país que há quase uma década vem sendo bombardeado pelo vizinho ao norte. 

O mesmo aconteceu com a FIFA, que suspendeu a Federação Russa da próxima copa do mundo que será disputada no Qatar – que convenhamos, não é nenhum símbolo de defesa aos direitos humanos. A última Copa havia sido justamente na Rússia.

A lógica por trás das ações contra o povo russo é perversa, colocando-os como responsáveis por não ‘tirar Putin de lá’. Para nós brasileiros, especialmente arriscada: por que não poderia ser usada contra Jair Bolsonaro? Milhares de pessoas estão nas ruas contra a guerra e figuras de destaque, como o tenista Daniil Medvedev e o enxadrista Garry Kasparov já declararam apoio ao fim do conflito e à retomada da paz. Cala-los não é ir contra o caminho da pacificação?

Mais de 7,6 mil pessoas em mais de cinquenta cidades foram presas em manifestações contrárias à guerra entre os dias 24 de fevereiro e 2 de março, de acordo com a informação de jornais russos. No dia 25 de fevereiro, mais de 17 jornalistas já haviam sido presos e o número atual ainda não foi contabilizado, mas certamente deve ser maior. A mídia russa é fortemente ligada aos oligarcas do país e a divulgação de informações contrárias ao governo vem sendo feita por organizações independentes, divulgando listas diárias sobre as manifestações, contabilizando os locais de protestos, quantos indivíduos foram presos e, quando possível, divulgando o nome e a idade dos detidos. 

A ação de boicotar o pronunciamento do Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, também é simbólica: em meio ao salão principal das Nações Unidas, um espaço criado para a negociação, diplomacia e o diálogo, deixar o ‘adversário’ falando sozinho é de alguma maneira produtivo? Se o isolamento econômico tem justificativas, o isolamento diplomático não é exatamente o oposto do que deveríamos esperar? As pontes que deveriam ser construídas estão sendo dinamitadas.

A Rússia certamente não é inocente, mas suas preocupações de segurança são realmente infundadas? Qual seria a razão para a expansão da OTAN, aliança militar que deveria ter sido extinta com o fim da União Soviética, em direção à fronteira russa? 

Países têm interesses, disputas por poder, influência e doutrinas próprias, a Rússia não diferiria, assim como a Ucrânia também não o é. O ocidente, ao contrário do que a propaganda diz, não é o propagador da liberdade e da prosperidade, ele é propagador de valores, cultura e interesses específicos que podem ou não ser aplicados em uma região. Não são superiores ou inferiores, são diferentes. O mundo é um espaço multipolar e essa multipolaridade precisa ser respeitada e mantida, os laços precisam ser construídos e a imposição deve ficar para trás.

A atribuição de toda culpa e responsabilidade a Rússia, assim como sua estereotipificação contribuem para que ressentimentos sejam aflorados, a reconciliação e a paz se tornem inviáveis. O tratamento da Alemanha no pós-Primeira Guerra Mundial deveria ter ensinado que apontar o dedo não traz soluções, mas pode escalar os problemas de maneira totalmente indesejável. A paz deve ser organizada sem revanchismos e sem violência, uma ordem internacional punitiva não é ideal para uma paz duradoura, porque o Estado culpabilizado, punido no pós-guerra, estará sempre determinado em acabar com a ordem estabelecida. Qualquer Estado que apresente uma queixa quanto a ordem internacional terá apoio praticamente automático do Estado ‘vilão’.

No livro Diplomacy, o diplomata americano Henry Kissinger, traça um paralelo entre a ordem estabelecida pelo Congresso de Viena, que pôs fim às guerras napoleônicas, e a que derivou do Tratado de Versalhes (1919), que pôs fim a Primeira Guerra Mundial. No século XIX, a França foi incorporada ao Concerto Europeu, o que garantiu a paz duradoura. No século XX, a Alemanha teria sido excessivamente punida, o que explica o advento da II Guerra Mundial.

Na ocasião sendo culpada pela guerra, o país recebe como punição a desmobilização do exército, entrega sua marinha aos vencedores, perde território, paga indenizações financeiras e é proibida de possuir uma força aérea, o problema estrutural de ter um vilão é que na nova ordem pós-guerra, não se consegue conciliar com o ‘culpado’, não garante um equilíbrio de poder e muito menos um senso compartilhado de legitimidade. Para que a paz seja alcançada e mais do que isso, consigam-se as garantias de sua durabilidade, é necessário que haja uma mínima satisfação mútua por meio das negociações e elas conseguirem gerar uma sensação de legitimidade nos estados envolvidos. A solução é a mesa de negociações e a neutralidade de uma Ucrânia independente é necessário para que sua prosperidade econômica seja possível e as disputas geopolíticas não causem um novo conflito, os termos precisam ser definidos, mas o caminho é claro. Ou ao menos deveria ser.

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