Ainda somos as que mais morrem. E quem mais nos mata é a pessoa com quem dividimos a casa. 

Ainda somos as que mais morrem. E os homens ainda não estão preocupados em se desvincularem dos privilégios do machismo estrutural.  

Ainda somos as que mais morrem. O nosso corpo é sexualizado desde a infância. 

Ainda somos as que mais morrem. Mas ainda precisamos provar que somos boas no que estamos fazendo. 

Ainda somos as que mais morrem. Mas a nossa roupa ainda vira pauta, geralmente negativa. 

Ainda somos as que mais morrem. Mas ainda somos tidas como agressivas, nunca assertivas. 

Ainda somos as que mais morrem. Mulheres mães sofrem exclusão social diariamente. 

Ainda somos as que mais morrem. Os corpos mais violentados são todos os que remetem a feminilidade, estando em um corpo cis ou não. 

Ainda somos as que mais morrem. Produzimos muito e vivemos pouco. 

Ainda somos as que mais morrem. Não há muito o que se comemorar.