Crônica de sábado


“Lombrigas, tá aí uma coisa que não sai da minha cabeça nos últimos dias, faz tempo que sinto uma dor na barriga, mal-estar no geral e aposto que é verme.”


Eu vou começar com um fato engraçado, meus textos quase sempre saem em uma ideia no banho, na moto, durante o número dois ou enquanto finjo que escuto alguém. Quase sempre eles acabam sendo escritos no meu email. Lombrigas, tá aí uma coisa que não sai da minha cabeça nos últimos dias, faz tempo que sinto uma dor na barriga, mal-estar no geral e aposto que é verme. A gente precisa tomar remédio para verme todo ano, inclusive, sabia? A gente é assim, né? Acha que descobrir e tratar a lombriga vai resolver todos os problemas da nossa vida, talvez resolva, depois eu conto. Eu fiquei muito animada com a ideia de ter uma lombriga na barriga, que justifique todas as coisas que venho sentindo de ruim na vida. É engraçado que o melhor remédio para verme, segundo a farmácia aqui do bairro, se chama “Anita”. As vozes na minha cabeça, graças a espiritualidade mercantil, eu agora as chamo signo solar, ascendente e lua. Sério, é meio bizarro como quando cada vozinha surge, eu penso: “esse é touro”, “aquela é a pisciana falando” e quem tá me dizendo para calar a boca é o ascendente em virgem. É claro que a gente é muito mais complexo que isso, mas meu cérebro costuma fazer essas acrobacias e sem dúvidas nenhuma eu não sou a única a fazer isso. É só um sábado e eu não tenho muito a falar, o mundo é cruel, injusto e está todo errado. Minha maior expectativa de vida consiste nas eleições deste ano. Eu juro que meu próximo texto vai ser mais útil do que isso, mas por enquanto eu tenho esse oi para você do outro lado da tela, forças aí nessa semana.


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