Diante das crises que o Brasil encara, principalmente no que tange o enfraquecimento da democracia, os jovens, os quais poderiam se habilitar e formar a maior classe de eleitorado para mudar o cenário político nas urnas em 2022, são os que menos procuraram o TSE para fazer a regularização do título. 

Em uma série histórica, 2022 tem se demonstrado um ano muito complicado para os que buscam uma mudança política no país, principalmente porque, a menos de 43 dias para o fim do prazo para tirar o título de eleitor, um pouco mais de 10% dos adolescentes (de 16 anos +) buscaram regularizar o título eleitoral para exercerem o seu direito ao voto em 2022.

Sabe-se que o voto não é obrigatório antes dos 18 anos, e por isso, posso dizer que quando feito de forma voluntária, o voto carrega consigo um significado muito mais singelo e altruísta.

O voto nas eleições não é um ato que apenas exprime a vontade de mudar a realidade do país, mas é um ato de cidadania. Com ele, você reforça a soberania popular, mas acima de tudo, garante seu local de individuo social.

Apesar de garantir seu local de fala como cidadão, votar não deve nos remeter a apenas uma esfera individual; deve ser sempre lembrado como um ato coletivo também, que decorre de todo um pacto social, onde sua escolha de participar ativamente das eleições ajuda toda uma sociedade a se desenvolver e caminhar para uma direção mais democrática. 

Assim, quando você se habilita para votar, estuda os candidatos e faz sua escolha, você age como um cidadão empata. Sim, aquele que tem empatia. Aquele que preocupa-se não apenas com o próprio futuro, mas como o de toda uma geração. Lembre-se: as eleições decidem o rumo dos nossos próximos 4 anos, muitas vezes, impactando nosso futuro por muito mais tempo. 

Quando fazemos nossa escolha na urna, temos sim, o convencimento próprio, o qual é muito saudável e digno de exaltação, pois a política não deve ser baseada em fake news e fontes desconhecidas. Mas, o olhar social, deve ser considerado. 

As realidades no Brasil são muito distintas, e juntar jovens com olhares diferentes é o que vai tornar a politicar mais acessível, plural, democrática e equilibrada.

Com o passar dos anos, falar sobre política foi um hábito deixado de canto, eu sei. Por conta das divergências, muitas vezes o discurso é evitado nos núcleos familiares e em escolas, mas a questão é que os problemas não somem com isso. 

Fingir que não estamos em um ano eleitoral e que a nossa sociedade não necessita urgentemente da participação dos cidadãos só faz com que a falta de interesse seja prolongada, surgindo, assim, uma cortina de fumaça sobre a realidade que vivemos, caminhando para um cenário de descrença por mudanças boas. 

É importante que os jovens entendam que a sua participação nas eleições é imprescindível e que ainda da tempo de tirar o titulo de eleitor, basta buscar o site do TSE. É um processo rápido, mas que tem longos resultados. 

A sua participação pode sim, ajudar a mudar o futuro. Não deixe aquele discurso falacioso de que “uma atitude não muda um todo” te convencer. Você, jovem, tem sim muito potencial nessas eleições e pode ser o responsável pela mudança.

caso não saiba como começar, já te ensinamos aqui:

O prazo final para habilitação eleitoral é 4 de maio de 2022, então não deixem que o cenário atual faça-os acreditar que mudanças não são possíveis. Com a participação de vocês, a mudança se tornará muito mais provável. Como futuro da democracia, ajude-nos a mudar o país e utilizem essa grande oportunidade que vocês têm de participar da decisão mais importante desse ano. É o apelo que faço.

Sabiá

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