Sexta-feira, 1 de abril de 2022, pensando no que vou escrever no meu primeiro texto para a minha primeira coluna que será publicada em uma revista online! O que isso tem a ver com o assunto que eu gostaria de abordar? Nada. A verdade é que às vezes eu simplesmente me sento e escrevo, daí vem as boas crônicas, acredito eu. Esse texto será publicado no dia 8 de abril, ou seja, hoje no dia em que você lê ou não, pois você pode ler outro dia… Enfim, basicamente uma semana depois que eu escrevi, e nesse momento eu estou afim, apenas de uma conversa gostosinha, sabe? brincadeiras bobas e gostosas, como a vida deveria ser! Mas a gente sabe, né Brasil.

Eu senti um peso essa semana, cansaço bateu fortemente, mas o mês de março foi realmente frutífero para mim, e talvez eu só esteja nessa boa energia, tentando conduzir a minha energia caótica para um movimento de agradecimento pelos acontecimentos pessoais e está tudo bem! 

Eu tava pensando em como ser uma jovem adulta nesse atual brasil, e a verdade é que é complicated, como já disse nossa amiguinha, Avril Lavigne, mas existem as pequenas alegrias da vida adulta, já anunciadas por ele, Emicida, e percebi que nos detalhes, pequenos, porém existentes, a gente ainda consegue se fazer feliz. Somos brasileires…

E assim eu estreio a minha coluna! Parafraseando Emicida, O mestre, “pelas pequenas alegrias da vida adulta, eu vou”. Aliás, pause, vai no seu app de música e bota esse som, para nós continuarmos essa prosa. 

Deu play? Então bora! 

Como é ser luz nesse dia cinzento? Hoje, lembrando que escrevo no dia primeiro de abril, esfriou em São Paulo e nem parece haver uma semana bateu quase 40° C graus nessa cidade, que adoece mais e se faz resistência a cada novo dia que passa. eu li muito sobre as notícias das últimas semanas e percebi que a minha energia não tava proporcional, por mais que o cansaço estivesse, vi amigos realizando várias coisas e isso me felicita de uma forma. que percebi que não estava disponível para assuntos “pesados”.

Expor minhas ideias e narrativas, um tanto pessoais, é muito novo para mim, mas ocorre que quando escrevo, me vem à mente os momentos felizes em que vivi no palco, para quem não sabe, fui bailarina profissional durante anos, anos e anos de minha vida, mas deixarei esse assunto para um futuro texto, falar sobre dança ainda é um pouquinho delicado para mim, mas só um pouquinho mesmo. Mas a escrita é isso, um ato de libertação. E trazer ideias, opiniões e conversas leves, também faz parte desse movimento da escrita a comunicação também deve ser assim, já está tudo tão pesado, então já aviso a vocês que esse tipo de texto vai rolar por aqui, e te conto que tenho me encontrado nesse tipo de escrita, tô aqui para dizer o que sinto, mas trazer pautas sociais, sobre moda e muito mais! 

Algo de interessante aconteceu no sábado, dia 2 de abril. Primeiro, achei que encerrei esse texto, mas no último final de semana eu fui até a exposição que infelizmente já foi encerrada, da Carolina Maria de Jesus e me deparei com a seguinte frase:

Fotografia: arquivo pessoal

Percebi que a história de uma mulher preta do século  passado, tem mais a ver com a minha vida do que eu imaginava, Carolina relembra algumas das minhas ancestrais na sua forma intolerante de viver perante as mazelas onde o Estado propõe para uma mulher negra, são reflexos que ainda encaramos nessa sociedade. 

Tentar  trazer ideias, opiniões e conversas leves, também faz parte desse movimento da escrita, e era aí que Carolina Maria de Jesus se encontrava! A partir disso, eu digo que a comunicação também deve ser assim, já tá tudo tão pesado, então já aviso a vocês que esse tipo de texto vai rolar por aqui, e te conto que tenho me encontrado nesse tipo de escrita, tô aqui pra dizer o que sinto, mas trazer pautas sociais, sobre moda e muito mais! 

Ter uma coluna é uma realização profissional e espero que vocês, meus futuros leitores estejam dispostos a me acompanhar nessa jornada que está apenas se iniciando, sejam todes muito bem-vindes a coluna da Camis, na revista o sabiá.