Eu sempre tive uma certa dificuldade de expressar meus sentimentos tanto de maneira oral quanto escrita, não gosto e não fico muito confortável sendo o eu lírico dos poemas que escrevo. Não sei explicar bem o porquê, talvez seja a sensação de que está piegas ou, talvez, seja minha mente tentando sabotar e depreciar tudo que eu escrevo. Apesar de toda essa minha insegurança consegui inventar uma maneira de contorna-la, criando a minha queridíssima personagem: Helena, com ela perdi um pouco de vergonha e consegui escrever melhor sobre assuntos mais sentimentais e pessoais, por isso deixo aqui os dois primeiros poemas que fiz em conjunto com a Helena.

Helena

Helena tinha muita vontade,
Mas não podia nem sonhar.
Vivia presa a saudade
Que não queria levar.

Queria viver de verdade
E o mundo todo abraçar,
Voltava a realidade,
Escrevia para se confortar

Viu no amor e amizade,
Que podia tentar.
Buscar sua liberdade,
Além do mar se encontrar.

Guardou na mala a saudade,
Se atirou contra o mar.
Nas águas da eternidade
Helena pode sonhar.

Cadeado

Helena era muito esperta,
Mas não sabia como amar.
Queria novas descobertas,
Porém tinha medo de falar.

Em meio à noite deserta,
Gostava de rabiscar.
Olhava para estrela certa,
Deixava o lápis guiar.

Se encontrou na poesia,
Mas o que Helena queria
Continuava trancado.

Escreveu tudo que sentia,
Para ver se alguém entendia
Seu coração bagunçado.

Sabiá

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