Julian Assange é colocado em observação para evitar suicídio após decisão de extradição

Depois que a Ministra do Interior Priti Patel assinou a ordem de extradição de Julian Assange no dia 17 de Junho, o serviço de segurança da prisão de Segurança Máxima de Belmarsh o despiram, revistaram e o colocaram em uma cela vazia na tentativa de evitar seu suicídio, segundo o pai de Assange, John Shipton. “Foi apenas mais um caso em que a prisão humilhou meu filho”, disse Shipton em um ato na noite de terça-feira (21) no escritório do jornal Junge Welt, em Berlim.

Durante as audiências de extradição de Assange, foram ouvidos depoimentos de testemunhas de defesa especializadas de que ele poderia realizar tentativas de suicídio na prisão assim que soubesse que seria extraditado para os Estados Unidos.

A defesa do fundador do WikiLeaks tem até 1º de julho para recorrer da decisão de Patel ao Supremo Tribunal. A pretensão é solicitar um recurso cruzado de questões como a natureza política das acusações, a ameaça à liberdade de expressão e o suposto plano da CIA para sequestrar e assassinar Assange antes de sua prisão na embaixada equatoriana, em Londres.

Apoiadora de Assange em Londres. Reprodução.

As probabilidadades de que Assange seja detido nos EUA em condições de isolamento ou confinamento solitário são altas, apesar das garantias do governo dos EUA, o que exacerbaria severamente seu risco de suicídio.

Centenas de grupos de liberdade de imprensa, organizações de liberdades civis e de direitos humanos, redes de apoiadores ao redor do mundo estão protestando contra a perseguição política a Assange. Para especialistas, o caso é um indicador para o futuro do jornalismo investigativo e a sobrevivência do direito da Primeira Emenda à liberdade de imprensa. As 18 acusações contra o editor do WikiLeaks pelos EUA estão relacionadas à publicações de documentos sigilosos feitas pela organização em 2010, contendo informações que expuseram como os EUA e o Reino Unido foram responsáveis por crimes de guerra no Iraque e no Afeganistão.

O Relator Especial sobre Tortura da ONU, Nils Melzer, argumenta que o Reino Unido investiu muito dinheiro e esforços para garantir a acusação de Assange em nome dos EUA, e que “tem uma necessidade impermeável de impedir que outros sigam o caminho de Assange na exposição de crimes ocidentais, arriscando deixar Assange andar livre”.

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