Proibida de fazer um aborto por violência sexual, uma menina de 10 anos dos Estados Unidos precisou viajar de Ohio a Indiana para fazer o procedimento médico.

Em 30 de junho, o Indianapolis Star reportou que uma obstetra em Ohio chamou um colega ginecologista em Indiana para pedir ajuda, uma vez que a criança estava grávida de seis semanas e três dias, o que significa que excedera o limite de tempo legal estabelecido por Ohio. Isso significa que no seu estado natal, ela seria obrigada a levar a gravidez até ao termo e a dar à luz.

Apesar de o aborto ainda ser legalizado em Indiana, profissionais de saúde da área estão preocupados do que acontecerá quando o estado banir o aborto. O caso é um dentre muitos de mulheres, adolescentes e até crianças cruzando o país para fazer o procedimento.

Desde a controversa decisão do Supremo Tribunal de Justiça de derrubar Roe vs. Wade, julgamento que garantia o aborto como um direito constitucional federalmente, clínicas que prestam cuidados de saúde reprodutiva, incluindo serviços de aborto, fecham em todo o país.

Assim, mulheres e meninas que precisam fazer esse procedimento precisam fazer viagens caras que também podem resultar em repercussões legais, uma vez que regiões do oeste dos EUA estão tentando criminalizar que residentes desses estados façam o procedimento em outros estados.

A crescente pressão sobre os direitos reprodutivos está impactando significativamente os provedores de aborto remanescentes do país. O estoque de contraceptivos também aumentou ao redor do país, fazendo com que Amazon e lojas de conveniência coloquem limites de compra para anticoncepcionais e pílulas do dia seguinte.

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