Semana de 22 a 26 de agosto.

Sabemos que as mudanças climáticas estão em pauta internacional, muito por conta dos diversos eventos que presenciamos nos últimos meses relacionados a calor excessivo, chuvas intensas, queimadas e secas, como pela agitação da comunidade cientifica diante de alertas relacionados a propagação de doenças e até mesmo a extinção humana. 

Com isso, a discussão sobre clima e meio ambiente ganha espaço também na economia, fazendo parte de uma discussão não só ativista, mas também de desenvolvimento econômico.

A ANÁLISE DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS CHEGAM NO GERENCIAMENTO DE RISCO E CAPITAL: As mudanças climáticas têm sido considerados acontecimentos tão extremos, que agora os bancos vão precisarão mediar os impactos das mudanças climáticas. Frente uma política voltada a responsabilidade ambiental, social e de transparência, o Banco Central começara a averiguar valores de riscos climáticos quando tratar-se de gerenciamento de risco e capital.

Assim, chegamos a definitiva conclusão de que os impactos ambientais da má administração e preservação da fauna e flora acarretam declínios econômicos, mas não apenas referente ao pode de compra, como também aos demais instrumentos que compõem a economia, como os preços, seguros, capitais, ações. Ainda, verifica-se que a preocupação do setor econômico com as mudanças climáticas vai de encontro àquilo já sustentado há muito tempo pela comunidade cientifica. Uma sociedade doente, por exemplo, não irá conseguir trabalhar nem comprar, fazendo que a geração de riquezas seja freada, e em consequência, que a economia tenha queda.

A imagem do Brasil referente ao posicionamento sobre mudanças climáticas e preservação da fauna é de baixa popularidade, com a OCDE reforçando a importância do tema para que o país se torne membro da organização. A situação afeta diretamente o cenário econômico, uma vez que fazer parte da OCDE abriria muitas portas ao Brasil, inclusive com relação na preservação do meio ambiente, dado que o meio ambiente necessita de uma ação conjunta para reparação e preservação.

Com isso, observamos que essa decisão do Banco Central poderá surtir um efeito de seriedade na discussão sobre clima e meio ambiente, uma vez que a discussão sobre o tema em diversos segmentos sociais faz com que maior seja a agitação e comoção, ainda mais quando se trata de dinheiro.

O gerenciamento de risco incluído nas pautas bancárias demonstra a seriedade que acarreta, uma vez que as mudanças climáticas não se tratam de chuvas excessivas ou calor, mas sim de fome, baixa qualidade de vida, perda de capital, riscos à saúde e, consequentemente, o empobrecimento.

PREJUÍZOS CLIMÁTICOS SÃO PERIGOS DE PRIMEIRA ORDEM PARA A ECONOMIA: UM ESTUDO EMPÍRICO: Um estudo feito pela Universidade da Califórnia, publicado pela IOP Science na Environmental Research Letters aborda como a persistência de danos climáticos são considerados problemas de primeira ordem e como serão vivenciados pelos países permanentemente, tendo impacto na produtividade econômica.

Com isso, observa-se que há uma sensibilidade em relação à economia no tocante às mudanças bruscas de temperatura, as quais persistem a alguns anos e irão continuar presentes no futuro, acarretando, assim, mudanças relacionadas ao PIB e modelos de produção econômica. Assim, o estudo ainda afirma que a persistência dos impactos possuem implicações de primeira ordem para a magnitude dos danos e mudanças climáticas, sendo que se, por exemplo, temos perda de capital, temos impactos persistentes no nível de produção econômica.

Frente a isso, os danos ocasionados pelas mudanças climáticas serão cumulativos e podem se tornar muito maiores do que já são. Mesmo diante disso, ainda são considerados escassas as evidências relacionadas aos impactos, muito por se tratar de um problema muito grave e necessitar de mais estudos aprofundados. Ressalta-se, por fim, que os danos ocasionados pelas mudanças climáticas, aos países mais pobres, não poderão ser revertidos em menos de 10 anos. Não se sabe também se um país consegue realizar a auto manutenção anual frente aos impactos climáticos, vindo as mudanças climáticas afetarem diretamente os setores econômicos.

Inclusive, através dos efeitos no PIB, o estudo informa que consegue determinar oscilações, conseguindo distinguir qual país experiencia efeitos temporários, permanentes ou cumulativos das mudanças climáticas.


A revista o sabiá é um veículo de mídia independente e sem fins lucrativos, que busca usar o jornalismo e a comunicação como um mecanismo de mudança no futuro das novas gerações.