Baronesa (Juliana Antunes, 2017) e Simbora, João (Ladston do Nascimento, 2003)


Hoje abriremos com duas obras mineiras! Um filme e um álbum é uma newsletter semanal, cuja publicação se dá aos sábados, trazendo um elemento de indicação e humor no debate sobre música e cinema.


Hoje abriremos com duas obras mineiras! Terra deste que vos fala, Minas Gerais aparece como um ente muito específico na obra Baronesa, de Juliana Antunes. Filmado em Santa Luzia, Zona Metropolitana de Belo Horizonte, o filme adquire um aspecto muito próximo ao de um documentário, quando narra, sem pressa, o cotidiano do bairro Baronesa. Interessa-me bastante o caráter de fidelidade em relação à vivência periférica. Quando saiu, recebeu algumas críticas por um suposto naturalismo, uma falta de objetivo; eu discordo! Creio que o filme usa do minimalismo como estética em busca do real, sem a produção de discursos fáceis e, embora quase não vejamos detalhes sobre o espaço geográfico, penso que este determina a própria solitude e violência ali experimentada pelos personagens, sempre com o foco nos diálogos. Lembra muito algumas tendências modernas do cinema mineiro, como os filmes de Affonso Uchoa. Além de tudo, o processo de produção do filme acaba criando uma mitologia à parte em algumas cenas. Recomendo!

O álbum do dia é também mineiro! Ladston do Nascimento nasceu em Belo Horizonte e sua obra sem dúvidas merece um espaço de análise mais longo e elaborado, tendo em vista sua importância para a cena musical da cidade. Em Simbora, João!, Ladston flerta com diversos gêneros musicais e alcança lindos momentos quando vai do choro ao jazz com lindos arranjos e a pesada parceria de Fernando Brant. Tem algo de universal nessas músicas em captar sentimentos e espaços muito brasileiros, embora embebido de um “mineirismo” aconchegante. Ladston sem dúvida está entre aquilo de melhor que a música popular brasileira pode nos proporcionar — e que bom que segue ativo e tão bom quanto sempre foi!


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