Antes de mandarmos Lula ao centro, precisamos descobrir onde está o centro


Convergir ao centro é uma prescrição bastante trivial para um cientista político. Advém do teorema do eleitor mediano, o básico do básico da ciência política mainstream, ortodoxa. Mas ele é muito mais complexo do que parece e, muitas vezes, os que prescrevem não o entendem.


João Gabriel Caetano Leite

“Esta é uma campanha de união contra o fascismo, para salvar o país”. Esta lógica reverbera entre a maior parte dos grupos progressistas nacionais, revela, portanto que é uma eleição plebiscitária da democracia em si, não de pautas per se. Neste sentido, desde o início o início da campanha se propôs uma frente ampla contra Bolsonaro que se cristalizou na escolha de Geraldo Alckmin como candidato a vice presidente em chapa com Lula.

No entanto, o fato de haver uma frente ampla não significa que a agenda seja irrelevante. Pelo contrário, significa, que ela está constantemente em disputa. Isto se reflete toda vez que alguma pesquisa aponta que Bolsonaro está subindo nas pesquisas e que Lula está estagnado, o que ocorre diversas vezes como mostra o agregador de pesquisas eleitorais do Poder360 abaixo.

Agregador de Pesquisas do Poder 360, consultado no dia 01/09/2022

Nestes momentos, comentaristas vistos como de Centro ou até de Centro-Direita, como Pedro Dória, dizem que Lula deve se moderar, “convergir ao centro”. Em reação, diversos comentaristas e militantes mais à esquerda retrucam com uma pergunta singela “Mais? O Alckmin não é o suficiente? Só vão se saciar quando Lula for de direita?”. E o caos impera no debate público.

Em realidade, convergir ao centro é uma prescrição bastante trivial para um cientista político. Advém do teorema do eleitor mediano, o básico do básico da ciência política mainstream, ortodoxa. Mas ele é muito mais complexo do que parece e, muitas vezes, os que prescrevem não o entendem.

Espectro Político e Ideologia

O primeiro problema é que as pessoas confundem ideologias com distribuição de preferências em uma sociedade. Isto fica evidente nas eternas disputas sobre se alguém é verdadeiramente de esquerda ou alguém finge ser de direita. Ninguém é de esquerda nem de direita. Se está à direita ou à esquerda.

Em primeiro lugar é necessário estabelecer o que são ideologias. Do ponto de vista técnico, é possível usar a definição proposta pelo cientista político Michael Freeden (2003). As ideologias políticas seriam um conjunto de opiniões, ideias, valores, crenças que
1. possuem recorrência e padrões de repetição
2. são sustentadas por grupos relevantes
3. são utilizadas para disputar políticas públicas
4. procuram justificar ou mudar arranjos institucionais

Há ainda, para Freeden (2003) as macro-ideologias, que extravasam completamente limites institucionais e perduram na história independente de contextos específicos. São “famílias” amplas de conceitos que flutuam ao longo do mundo, independente do contínuo esquerda-direita, como por exemplo liberalismo e socialismo. Estas macro-ideologias povoam a imaginação política global e a história moderna pode ser entendida como um embate entre elas.

Por fim, há as chamadas ideologias modulares. São ideologias menos desenvolvidas em relação às macro-ideologias, mas que misturam conceitos de diversas tradições e se moldam às realidades locais, como neoliberalismo, libertarianismo, terceira via, etc…

Para além da discussão acadêmica, fica claro, portanto, que ideologia se refere a visões de mundo e sentimento de pertencimento grupal. Como Quentin Skinner (2002) aponta, ideias políticas só podem ser compreendidas em seu contexo específico, mas as pessoas buscam nos autores clássicos explicações para o seu mundo e estas explicações geram interpretações com argumentos tradicionais que se adequem a uma visão de mundo no longo prazo. Isto é, a nível político e prático, há uma deficiência em que importa menos o que Marx quis escrever de fato e mais o que uma tradição interpreta da escrita de Marx sobre determinado problema que persiste.

Isto é ideologia. Só que isto não está relacionado à esquerda nem à direita ontologicamente. Esquerda e direito, o espectro político, são conceitos relacionais, isto é, são relações quanto a um estado de determinada sociedade.

O contínuo, o espaço, que compreende a esquerda e direita é uma distribuição de preferências sociais. Isto é, dado o conjunto de preferências quanto a políticas de cada indivíduo em uma sociedade, é possível compreender o que é uma posição de esquerda ou direita naquela sociedade e naquele momento. Estar à esquerda no Brasil em 2022 é diferente de estar à esquerda no Brasil em 2002, ou no Japão, ou na Dinamarca. Algumas sociedades são mais conservadoras, outras são mais progressistas.

Esta noção é fundamental para a ciência política. Tudo começa no debate que cria a ciência política moderna de fato, isto é, quando ela se separa da filosofia e da sociologia. No fim da década de 1950, os dois principais pensadores políticos americanos à época: Robert Dahl e C. Wright Mills entraram em um debate sobre a natureza democrática dos EUA e qual o futuro da república americana. Mills argumentava que os EUA convergiria para um governo de um partido, dominado por uma elite.

Dahl argumentava, por outro lado, que havia uma diversidade inquestionável de elites e que elas governam seja por competição, seja por coalizão. E, se isso não configura uma democracia, pelo menos configuraria uma poliarquia. E o conceito de poliarquia é fundamental porque ele não é nem uma democracia (que seria uma utopia), mas também não é uma ditadura. É um governo marcado pelo pluralismo e competição. Se tem competição e pluralismo, preferências importam e os agentes maximizadores entram em cena.

O que significa convergir ao centro?

A partir disto, um economista chamado Anthony Downs escreveu em 1957 um dos livros mais citados em estudos de política, An economic theory of democracy. Neste trabalho, se expõe alguns conceitos fundamentais:

  1. Eleitores são agentes racionais que votam de acordo com suas preferências.
  2. Há um paradoxo do voto, isto é, o custo do voto é muito maior do que o benefício esperado considerando a chance de ser o voto pivotal, isto é, as pessoas não votam esperando que elas individualmente mudem (votam por motivos éticos, preferências ideológicas, etc.)
  3. Se há poliarquia, a distribuição de votos força uma concentração de votos maior no centro (caso contrário os extremos não seriam extremos.

Assim, surge a versão moderna do teorema do eleitor mediano (formulado originalmente por Duncan Black), que tira a ciência política das trevas da baixa teoria (junto com Arrow e Mancur Olson). O Teorema do Eleitor Mediano dita (a partir de um modelo de Hotelling) que o mais racional para um candidato é convergir ao centro político da sociedade para ganhar uma eleição. O que fica claro com o modelo espacial de Downs, que é esse abaixo.

Portanto, de acordo com o Teorema do Eleitor Mediano, o mais racional é Lula caminhar para o centro se ele quer ganhar a eleição, pois capturaria mais votos. Além disso, o modelo por si só explica o porquê de Lula estar à frente de Bolsonaro, e o porquê de Bolsonaro buscar aumentar sua popularidade com evangélicos ou através do Auxílio Brasil.

Mas isso significa que Lula DEVERIA ir ao centro, como propõe Pedro Doria e outros analistas? Que Lula e Bolsonaro não são racionais se não entrarem em uma competição de quem modera mais? Não necessariamente porque, proverbialmente, há muito mais entre o Céu e a Terra que uma vã coluna na Folha de São Paulo pode explicar.

Mas afinal, onde está o centro?

O buraco é mais embaixo, a distribuição normal é um formato teórico no livro de Downs, útil para ensinar especialmente porque é uma distribuição bem comportada em que a mediana equivale à média. Não necessariamente isto reflete a realidade e aí a figura do “brasileiro médio” perde valor.

Em muitos casos não representa, inclusive. Por exemplo, o gráfico abaixo mostra a distribuição de preferências extraídas através dos votos dos deputados federais em 2015. Utilizando um algoritmo comum na ciência política chamado W-Nominate (POOLE, 2008) (POOLE et al, 2011), podemos obter a distribuição de preferências reveladas pelos votos e, como se enxerga claramente, a distribuição pende à direita e não é uma normal. Assim, o centro se desloca para a direita. O Teorema do Eleitor Mediano ainda é válido, mas ele se torna mais complexo.

Além disso, é necessário lembrar que a distribuição é contextual, dependente do momento e do local. O analista pode estar olhando para uma distribuição prévia que julga ser estável e ela ter se deslocado, o que aconteceu no Brasil em 2018 quando se acreditou que o eleitor mediano não seria tão conservador quanto foi. No gráfico abaixo, o Mediano 2 é o verdadeiro, mas o Mediano 1 é o que o analista enxerga com base em dados passados. Ou seja, a primeira pergunta que deve ser feita a quem afirma “Para Lula ganhar, deve convergir ao Centro.” é “Ok, mas onde é o Centro e como você sabe que é lá?”

E este é um problema mais sério do que parece. Efetivamente, não conhecemos o brasileiro a fundo. Por exemplo, surveys clássicos como o LAPOP da universidade Vanderbilt apontam que o eleitor brasileiro tende a ser conservador socialmente e estatista na economia. Mas pesquisas focais apontam para o fato de que isto pode estar mudando em parte.

Já em 2017, uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo apontou para o fato de que a periferia de São Paulo estaria mudando de valores e adotando ideias mais “liberais”, adotando o discurso do empreendedor. Outro efeito marcante é o avanço de denominações evangélicas que possuem um discurso econômico mais próximo do laissez-faire caricato e a defesa de formas de organização sociais diferentes das que a esquerda tradicionalmente domina, como sindicatos.

Qual está mais próximo da realidade? Precisamos de mais pesquisas e para isso precisamos de mais sociólogos e antropólogos. Além disso, faz tempo que não temos algumas das pesquisas demográficas mais importantes para o país como censo nem POF, isto é, não temos uma compreensão verdadeira de muitas dimensões do brasileiro. Por isso que a análise política brasileira é determinada muitas vezes por pundits e jornalistas, porque supostamente eles conhecem o “verdadeiro Brasil”. Mas conhecem? Conhecem mesmo?

Outra questão importante é a dimensionalidade. Como exposto nos gráficos acima, só há um eixo com variável exposta. No modelo de Downs esse eixo é o eixo da política econômica/ redistributiva e no caso brasileiro ele é bastante útil. Isto porque a grande história das eleições brasileiras é: “o voto determinante é o voto econômico e a eleição se dá em termos de punir ou recompensar o incumbente pela performance econômica”.

Ou seja, se o presidente atual conseguiu manter crescimento de renda e controlar a inflação/ desemprego ele se reelege ou elege o sucessor, caso contrário, é punido e o opositor se elege. Essa é a história do Brasil pelo menos até 2018 (que é uma eleição vista como outlier, uma excessão à regra) e, possivelmente, da América Latina. Por isso a primeira dimensão é a mais olhada.

O livro de Downs aponta para duas dimensões, a primeira, o eixo x, é econômico/ redistributivo. O segundo se refere a posturas de costumes e direitos.

Outros autores apontam para outras dimensões, por exemplo Wanderley Guilherme dos Santos. Em seu artigo de 1998 na Revista DADOS, Poliarquia em 3D, defendeu que seria determinante para o estudo das democracias ocidentais um terceiro eixo. Eixo este que seria determinado pela posição quanto ao acesso à representação ou não. Explica bem Republicanos nos EUA ou conservadores na Europa, por exemplo.

E se estas dimensões importarem cada vez mais, pautas de costumes, moral, acesso a direitos… torna-se mais difícil estimar qual centro é esse. Afinal, existem agora mais interações possíveis de preferências, de forma que acertar qual a combinação que o brasileiro mediano prefere é muito mais complicado.

Tem outro porém. Uma eleição não é estática. Mesmo com preferências estáticas e bem comportadas, agentes racionais, há um possível elemento complicador: Rational Inatention. Conceito elaborado por Christopher Sims, macroeconomista laureado com o prêmio Nobel, mostra que mesmo com expectativas racionais, elas são dependentes do conjunto informacional dos agentes (MACOWIAK, 2021).

Nas sociedades contemporâneas, há um exagero de informação, de forma que os agentes não necessariamente processam as mesmas informações com o mesmo peso ao mesmo tempo. Isto gera bolhas e choques de racionalidade. Um exemplo aplicado à política: um eleitor que perdeu o emprego está considerando votar no candidato x por causa das suas pautas econômicas e porque o candidato y está indo para a reeleição, mas aí acontece um assassinato brutal. Esse assassinato brutal reacende no eleitor suas posições punitivistas e, como o candidato y é mais punitivista, a balança do voto muda.

É possível converger ao centro?

Até agora, só foram abordados problemas de quem está modelando e aplicando o Teorema do Eleitor Mediano. Existem questões diversas questões institucionais específicas do Brasil que devem ser levadas em conta também. A primeira é que o voto no Brasil não necessariamente é ideológico.

Clientelismo é algo que permeou a história da República Brasileira e, ainda que o desenvolvimento econômico e social de 1994 a 2010 tenha mitigado bastante, além de inovações nos combates a crimes eleitorais, a volta da fome e da pobreza podem criar novas relações clientelistas. Além disso, o governo Bolsonaro agiu ativamente para erodir, se não acabar de vez, com diversos mecanismos de controle e avaliação de políticas de assistência pública. Exemplos claros foram o fim das condicionalidades com eficiência comprovada na transição do Bolsa Família para o Auxílio Brasil e o completo descaso com o CadÚnico na gestão Damares Alves.

Outra questão fundamental para uma democracia é a existência de partidos. Diversos estudos usando metodologia empírica (em geral RDDs multinível) apontam para o fato do pertencimento partidário limitar a convergência ao centro (ANZIA, 2021). A lógica é simples, em municípios moderados, cuja maioria esmagadora dos eleitores está no centro, os candidatos republicanos e democratas deveriam estar muito perto um dos outro. A diferença entre os dois se dá pela filiação partidária.

Naturalmente, o Brasil não é os EUA, há diferentes partidos com força programática e força organizacional diferente (GUARNIERI, 2011). E estas diferenças organizacionais implicam em diferentes graus de fidelidade partidária garantidos pela força central ou diferentes níveis de controle sobre a agenda pelo partido do candidato (RIBEIRO, 2022).

Neste sentido, é importante ponderar que Lula ainda é o candidato do Partido dos Trabalhadores. Certamente, se há um partido forte no Brasil, este é o PT. Isto significa que Lula não pode simplesmente movimentar sua agenda ao Centro livremente, ele ainda é um candidato petista e a identidade petista importa. Além disso, a agenda é negociada com a coalizão que inclui partidos em federação que estão à esquerda no espectro nacional, tais quais PCdoB e PSOL.

O objetivo deste texto é mostrar, portanto, que “Lula se mover ao Centro” é sim algo que preconiza a ciência política e é o correto do ponto de vista teórico. Mas afirmar isto exige muito mais informação do que temos quanto às preferências e peso dado a elas pelos eleitores nacionais. Além disso, não se pode exigir de Lula mais do que as instituições nacionais, como o próprio sistema partidário permite.


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