Vivendo e aprendendo

Faz mais de uma semana que fui demitido. Transitando entre o que identifico como uma enorme sensação de alívio e algo que martela dentro da minha cabeça dizendo que sou um inútil, não passei os últimos dias, porém, sem aprender coisas extremamente relevantes para o meu aperfeiçoamento como ser humano. Aprendi, por exemplo, a fazer uma espécie de pão com farinha de milho que fica pronto em cinco minutos; basta hidratar três colheres de sopa de farinha em sete colheres de sopa de água quente, misturar um ovo inteiro e temperar como julgar pertinente antes de levar tudo ao microondas por três minutos e, na sequência, à torradeira por outros dois. Aprendi também que Justin Bieber padece de uma doença relativamente rara, e que sua apresentação no Rock In Rio foi um grande “será?” até o exato momento em que ele pisou no palco com seu gorrinho rosa para cantar “Peaches”, “Sorry” e outros hits que, tenho certeza, são tão agradáveis quanto os únicos que sei nomear. E por falar em Rock In Rio, aprendi que ainda há gente que paga uma boa quantidade de dinheiro para ver decrépitos como Axl Rose e cia. limitada. Aprendi que a ex-cantora Kerry Katona acredita em alienígenas, que haverá um atleta em A Fazenda 14, que Márcia Imperator deixou o pornô, que Elon Musk não gostou muito de “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder” porque prefere ficar com o anel do Endo (famoso artesão muito conceituado na OAB) e que Chris Rock rejeitou o pedido de desculpas de Will Smith dizendo “foda-se”. Do livro que eu reclamava não ter tempo para terminar enquanto empregado, contudo, não cheguei nem perto. Pois é, vivendo e aprendendo.



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