Julian Assange e Sonia Guajajara estão entre os indicados ao Sakharov 2022


Prêmio da UE, já atribuído a Mandela em 1988, é dedicado a indivíduos, grupos ou organizações que “contribuem para proteger a liberdade de pensamento”.


Julian Assange, Sonia Guajajara, a Comissão Colombiana da Verdade, o povo ucraniano e o Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, estão entre os indicados ao prêmio Sakharov 2022, um prêmio da União Europeia (UE) dedicado a indivíduos, grupos ou organizações que “contribuem para proteger a liberdade de pensamento”.

Todo o ano, grupos políticos do Parlamento Europeu apresentam os seus candidatos até o mês de Setembro. Os candidatos elegíveis precisam de recolher as assinaturas de pelo menos 40 legisladores da UE.

O Prêmio Sakharov foi atribuído pela primeira vez em 1988 a Nelson Mandela e Anatoli Marchenko e o último prêmio em 2021 foi atribuído ao líder da oposição do governo russo, Alexei Navalny, atualmente detido na Rússia.

Os grupos ambientalistas nomearam a ativista ambiental brasileira Sonia Guajajara, a primeira indígena a concorrer a um cargo executivo federal no Brasil em 2018, que foi nomeada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.

O Movimento Italiano Cinco Estrelas nomeou o ativista e jornalista Julian Assange, que segundo a deputada do grupo, Sabrina Pignedoli, “ele o símbolo do direito dos cidadãos a saber sobre a verdade. Essa candidatura visa combater o poder que busca ‘punir’ aqueles que não se conformam com verdades pré-estabelecidas”.

O fundador do WikiLeaks está atualmente na prisão de Belmarsh, em Londres, aguardando um recurso contra sua extradição para os EUA. Julian é procurado pelo Departamento de Justiça norte-americano por 18 acusações, relacionadas às publicações de telegramas pelo WikiLeaks que relatam crimes de guerra dos EUA na Guerra do Iraque e Afeganistão.

A candidatura de Zelensky é apoiada pelo Partido Popular Europeu (PPE), Conservadores e Reformistas Europeus (ECR), enquanto os socialistas e o grupo PPE apoiam a sociedade civil ucraniana.

Enquanto isso, grupos mais representativos à esquerda progressista apoiaram a Comisión de la Verdad da Colômbia, uma entidade autônoma do Estado colombiano que busca esclarecer os padrões e as causas do conflito armado no país que começou no final da década de 1940.


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