“Já podeis da pátria filhos, ver contente a mãe gentil”. Peço a licença para abusar do meu romantismo e ingenuidade neste texto. Após o início do caminho do Brasil na Copa do Mundo, esse que vos escreve lembrou apenas dessa canção; o Hino da Independência do Brasil, que não foi o cantado pelos jogadores no início da partida, mas talvez diga mais sobre a experiência de gritar gol em uníssono com pessoas desconhecidas e conhecidas explodindo de emoção.

Durante a explosão dos gols, abracei uma pessoa e vendo outras se abraçando, percebi uma unidade fantástica, após a eleição mais polarizada da curta história democrática deste país, que fez 200 anos este ano no 7 de setembro. Aniversário esse sequestrado pela agenda eleitoreira do Presidente, data simbolizada na música tema central deste texto.

É justamente o abraço entre os irmãos brasileiros, seja o abraço frente a frente ou a mão passando pelas costas lado a lado, que nos faz manter a esperança nos filhos da pátria, quando os peitos e os braços estão juntos, e cantam o hino ou gritam gol, jogam cerveja pra cima. É nesse momento Vossos peitos, Vossos braços são muralhas do Brasil.

Muralhas de um sentimento indescritível que apenas o futebol pode proporcionar, sentimento que vem sendo vilipendiado e sequestrado por pautas antidemocráticas e consequentemente antinacionais, mas que na copa do mundo encontra um respiro nos abraços entre a brava gente brasileira.

E finalizando mais uma vez citando o belíssimo hino de nossa independência, que nesta copa do mundo;

Parabéns, ó brasileiro
Já, com garbo varonil
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Sabiá

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