Lançado em 2012, Good Kid Maad City, segundo álbum lançado por Kendrick Lamar, conta a infância e adolescência do rapper em sua cidade natal Compton, Califórnia, através de uma narrativa que se propõe a ser como um curta. Assim como em todos meus filmes favoritos, intercalados rotativamente porque sempre fui ruim quebrar rotinas de uma forma quase infantil, os diálogos postos entre uma faixa já estão gravados em minha cabeça.

Nas doze faixas, Lamar nos leva para passear pela cidade californiana, apontando para cada lugar onde tem uma história para contar ou um sentimento atrelado. A proposta autobiográfica é interessante e parece ser o ideal para o rap consciente. Ele contém exatamente o ‘conceito’ que costuma ser parabenizado pela crítica em um álbum, e ele foi. Recebeu 91 no Metacritic, teve um impacto sólido na música dos anos 2010 e recebeu 4 indicações ao Grammy.

Logo quando entramos no carro da mãe de Kendrick, após ouvir uma oração que só entenderemos mais pela frente, já ficamos sabendo de algo pouco sagrado. Kendrick conheceu Sherane, a garota que gosta, durante o verão e estamos indo vê-la agora porque Lamar quer muito transar com ela. Ele diz achar que a decisão de se envolver cegamente com garotas é comum a todo adolescente, mas que o especial da família dessa garota incluir uma mãe viciada em drogas e alguns primos envolvidos com crime ele só encontra ali, em Compton. 

Foto do álbum Good Kid Maad City, Kendrick Lamar

Kendrick demora para conseguir o que quer com Sherane, mas quando consegue imediatamente conta a seus amigos. No tópico amigos, Kendrick nos conta que anda por aí com eles para beber, fumar – que ele não costuma fazer, estando sozinho –, fazer uns freestyles e, se surgir oportunidade, bater umas carteiras. E talvez seja o senso de lealdade e a sensação de potência que surge daquela união ali, – como os Bloods e os Crips, gangues da cidade – que faz com que ele deixe de lado sua alma sóbria e personalidade de pacificador e invada uma casa com os amigos.

É quando Kendrick nos leva para fazer freestyle com os amigos que a gente coloca os pés no chão: ele certamente pensa demais, mas ele é um adolescente. O início que fala ‘Martin tinha um sonho’ pode te fazer pensar que vem aí alguma aula de consciência racial, principalmente quando Lamar fala que também tem um sonho.É a mesma conversa de qualquer adolescente ‘não exemplar’. Sem ‘preocupações reais’, a vontade de ter o poder que vem do dinheiro e dos resquícios do gostinho dele que dá pra sentir pela exploração e expressão através da sexualidade, da violência que inevitavelmente o circunda. O braggadocio de sempre. 

Quando voltamos para o carro e já estamos rodando o suficiente para a viagem virar um divã e a falação sobre si acessa o superego, ele fala sobre como tudo acaba resultando no vício em álcool. Começamos e terminamos o passeio com uma oração que pede redenção a Deus, mas entre eles, tudo está assumidamente ali: violência e envolvimento com crimes confessos, a tal masculinidade tóxica, uma relação com mulheres de objetificação, vício. Ele não fala até certo ponto, mas tudo que queria era escapar às influências da cidade.

Espelho

Por volta do fim dos anos 60, o antropólogo jamaico-britânico Stuart Hall ganhava seu espaço na academia ao questionar em que medida nosso entendimento de mundo era determinado ou influenciado pelas imagens ao nosso redor, assim como quais realidades e valores estavam representados nessas imagens, se destacando ao incorporar às análises no campo dos estudos culturais o viés racial. 

Em seu livro “Cultura e Representação”, o antropólogo apresenta o segundo termo como ‘uma das práticas centrais que produz a cultura’, sendo um momento chave da definição e redefinição desta. A cultura, por sua vez, diria respeito a “significados compartilhados”, de forma que eu e você compartilhamos a cultura brasileira porque almoço é, na maior parte do tempo e por uma série de motivos, arroz, feijão e mais alguma coisa – e, se não pode arroz, você e seu personal trainer fazem parte da mesma cultura de academia.

Hall explica que esses significados só podem ser compartilhados por uma linguagem comum, seja esta qual for, e toda linguagem é um sistema de representação. No circuito da cultura, portanto, os sentidos organizam as práticas sociais e chegam a nós a partir de representações específicas. A especificidade de cada representação, no entanto, requer que muitos aspectos da totalidade complexa sejam anulados, de forma que  a última palavra na atribuição de sentidos é fruto de uma disputa no amplo campo da cultura.

Inseparável e essencial para girar a roda capitalista, uma vez que nos organiza socialmente, a cultura não poderia ficar fora da lista de aquisições prioritárias para manter um sistema. Para quem é fã de meritocracia, a disputa entre empresas bilionárias e pequenos grupos pelos significados deve ser justa. Para quem é são, fica claro como é possível, a despeito da realidade, cristalizar na figura do Senhor do Ocidente, conceito de Aníbal Quijano trazido por Aza Njeri no artigo ‘Reflexões artístico-filosóficas sobre a Indústria Cultural’, todas as qualidades que justificam ser o centro do mundo. 

A indústria cultural ensina que há apenas uma possibilidade: ser o bom, inteligente, rico, ético e moral, trabalhador Senhor do Ocidente, ou ser o oposto em tudo, o outro.

Este modelo de ser e estar que o Ocidente propaga e impõe tem caráter universalista, partindo da experiência da centralidade cis-hétero-patriarcal anglo-europeia (ou de suas cópias mal diagramadas mundo afora) para definir verdades universais sobre si e sobre o outro. […] Figura central nesta dinâmica civilizatória para a qual convergem e da qual partem compreensões éticas, estéticas e de poder. É a experiência desse Senhor que baliza a humanidade de todes no mundo ocidental e ocidentalizado, determinando a dicotomia do eu (o “Senhor do Ocidente”, sua senhora e suas cópias) e do outro.

Aza Njeri, Reflexões artístico-filosóficas sobre a Indústria Cultural

Quando discutidos os efeitos práticos do jogo comprado da cultura, acredito ser quase inevitável que seja evocado o tópico ‘representatividade’. O termo pode ser definido como a tentativa de incluir narrativas geralmente excluídas, roubadas pelo Senhor, os sentidos que não ganharam na audição pelo papel principal. Sua existência , entretanto, é avaliada geralmente nos termos de ser produto da ‘boa representação’. O ‘bom’ da representação, por sua vez, é julgado superficialmente associado à positividade. Se já entendemos que positivo é o Senhor, acender a luz sob as pessoas geralmente ignoradas é entendido como distanciá-las de todo o pacote de características do ‘outro’.

A representação de pessoas de minorias no mainstream e seu consumo, em geral, tem duas avaliações finais: má representação ou representatividade. 

No artigo, Njeri relembra que, diante da perspectiva branca e eurocêntrica, a “construção de personagens nos produtos de entretenimento costuma ser permeada pelas amarras do racismo estrutural, recreativo e estruturante de sociedades como a nossa. Além disso, há uma “tradição” racista de representar os negros como escravos, bandidos, desvalidos e sofredores […]”.  Assim, tomando de exemplo as coisas que Kendrick conta de forma tão intimista, confessa, para público amplo, inclusive de pessoas brancas, a lhe ouvir, não seria um reforço? Uma forma negativa de representar, portanto?

Para mim, e acredito que maioria dos consumidores, não. 

Olho nele, sei que estou lá

As ‘casualidades da guerra’, como Kendrick chama ver um ente amado morrer por uma violência que nunca não presenciou, são as responsáveis por revelar o que há de pior em si. Em Good Kid e na faixa subsequente, Maad City, Lamar ajuda a entender algo: a boa criança é maculada pela cidade, que dentro lida com a violência de gangues, fruto do descaso do Estado para com essas pessoas, e de fora é vitimizada pela polícia. 

A razão pela qual Compton é uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos não é parte de uma geração espontânea, ou um gosto natural por uma vida bruta. Não é algo que vem determinado pelos residentes, indiferenciado de seu DNA e engrenhado em sua pele. A brutalidade da violência não passa despercebida sem que a criança seja verdadeiramente ferida e que não queira escapar, tampouco é uma suspensão de sua responsabilidade diante de suas ações. 

Ele não esconde e nem mascara sua realidade. Não há quem olhe e pense que é tudo bonito, e principalmente que ele não tem suas falhas e certa agência, que ele é magicamente protegido, que não errou. Ao contrário, o rapper mostra que não é tudo preto no branco. Se por um lado Kendrick faz um trabalho quase antropológico de ensinar o que é a raça, o gênero, e os dois entrelaçados inseparavelmente, como resultados da socialização em um dado contexto, por outro, ele também caracteriza muito bem o que é o indivíduo nesse contexto. 

A partir da sua narrativa introspectiva, Kendrick não permite em nenhum momento que o jovem que é um em meio a massa com uma condição semelhante seja separado do jovem com uma subjetividade, com uma forma específica de sentir tudo. Não permite também separar o jovem homem que ama do jovem homem que falha.

O mesmo Kendrick que invade casas com os amigos para se sentir validado e minimamente satisfeito consigo quer desesperadamente escapar dessa vida. Ele fala de amor pelas pessoas ao seu redor conviver com uma ausência de amor próprio. Fala de lealdade, e também do sentimento ‘feio’ de querer vingança por todas elas vitimizadas pelas gangues e pela polícia. Dialoga sobre culpa, raiva, endurecimento e como tudo isso, mais que o tornar o estereótipo de homem preto para todos aqueles cujo modus operandi é temê-lo, o fere por dentro e faz com que tenha conflitos consigo.

A pessoa que conhecemos com as experiências do álbum é alguém complexo que, assim como qualquer outro, tem uma miríade de partes em si. Um ser humano como todos os outros que, ainda assim é muito diferente de você e que não há irmandade em deus que conserte o fato que ele foi violentado simbólica e materialmente por toda sua vida e que isso faz parte de quem é, inclusive as vezes que reproduziu isto. Mas que ele não é suas desgraças e não é, em si, uma desgraça.

É por isso, pela capacidade de humanizar, que acredito que  nada disso é reforçar estereótipos. Pelo contrário, mesmo sem a pretensão da didática explicativa, Kendrick é um contador de história que conta uma versão da história a ser temida: a com potencial de, como diz Glória Anzaldua, desequilibrar as confortáveis imagens estereotipadas que os brancos têm de nós. A história única.

“Por que sou levada a escrever? Porque a escrita me salva da complacência que me amedronta. Porque não tenho escolha. Porque devo manter vivo o espírito de minha revolta e a mim mesma também. Porque o mundo que crio na escrita compensa o que o mundo real não me dá. No escrever coloco ordem no mundo, coloco nele uma alça para poder segurá-lo. Escrevo porque a vida não aplaca meus apetites e minha fome. Escrevo para registrar o que os outros apagam quando falo, para reescrever as histórias mal escritas sobre mim, sobre você. Para me tornar mais íntima comigo mesma e consigo. Para me descobrir, preservar-me, construir-me, alcançar autonomia. Para desfazer os mitos de que sou uma profetisa louca ou uma pobre alma sofredora. Para me convencer de que tenho valor e que o que tenho para dizer não é um monte de merda.”

Glória Anzaldua; Uma carta para as mulheres escritoras do terceiro mundo.

Se para o modelo do Senhor Ocidente existe o ‘eu’ e os ‘outros’ em que eu contenho todas as qualidades éticas, metafísicas e morais que me denominam a figura que carrega a tocha da civilização, e o outro o é porque é tudo que não sou, acredito que Kendrick quebra um paradigma ao acinzentar a visão.

Entre naquela água, reze para que funcione

Ainda em “Cultura e Representação”, Hall passa pela mudança que houve nos termos em que se dá a preocupação com o sentido, com os significados. Ele explica que se passou dos pormenores da linguagem para o que é possível fazer com o discurso. Ou seja: quais os efeitos e consequências das determinadas maneiras, imagens e ideias utilizadas para se referir a tópicos e práticas sociais.

Não que a forma como a linguagem produz sentido tenha deixado de importar, claro, mas que passou-se a pensar mais em sua repercussão dos regimes de representação e relação que estabelecem com o poder.

Discutir a representação em termos de ‘regimes’ em busca de consequências nos atenta para o fato que estão, inevitavelmente, situados em um espaço-tempo específico. Após séculos de convivência com um discurso hegemônico em que pessoas negras são representadas de forma a para legitimar sua utilização e tratamento como sub-humanos, uma escória legalizada, acredito que é mais que comum que se busque o suspiro aliviado.

O suspiro vem, muitas vezes, em se enxergar em certos lugares, se ver como bom, como o correto, em deixar de ser quem arruína e passar a ser quem salva. A questão é, o que é mesmo ser certo, e por quê? 

Quantos pecados? tô ficando sem

Entre os discursos de ser bem representado e poder dar qualquer suspiro aliviado ao não assistir, escutar ou ler algo no mínimo criminoso, as definições do que é o bom e os objetivos do que queremos com ele novamente se perdem. O que é boa representação – a representatividade, per se? É representar com detalhes, com verossimilhança?

É usar os signos que, no campo de disputa da cultura, se classificaram como boas coisas? Casa com 1ª andar, família mononuclear, riqueza, trabalho árduo, cisheterossexualidade perfeita e contidamente performada, polidez, uma personalidade sóbria, uma nação rica e matriarcal, boa índole ou pelo menos nada que destoe muito dos estresses do dia a dia como filhas adolescentes mimadas. Seria, no geral, a excelência?

Se te dissesse que matei um mano com 16 anos, você acreditaria? Ou me verá como o Kendrick inocente que você viu na rua com uma bola de basquete e alguns doces para comer. Se eu te falasse dos meus podres, entraria no carro? Você diria que a minha inteligência agora é um grande alívio? E é seguro dizer que a nossa próxima geração talvez possa dormir Com o sonho de ser um advogado ou médico em vez de ser o garoto com uma AK fazendo o beco de refém.

 Maad City

O que são as novas narrativas que muitos pedem? Complexificar? Ou deixar de  ser ‘só humano’ para ser Senhor, e se sim, para quê? Parece que mesmo em séries assim, ninguém consegue fugir da sensação de que algo ali está errado.

Nós conhecemos a unicidade citada por Njeri, de tornar preto sinônimo de podre, ela esteve e está em todos os lugares. Não percebemos, entretanto, no discurso de uma parcelo do público e, sendo instrumentalizada pela industria cultural, a criação do ‘bom negro’. Com uma troca rápida de letras, deixa de ser podre para ser poder.

Na urgência de representar enquanto tenta convencer o público de que devem e podem ser representados, o caminho mais fácil, então, parece ser adaptar-se ao lado bom da dicotomia que já é bem conhecida como forma de afastar de si o outro lado. Em uma concepção cristã tão velha quanto o tempo de que o bem vem aos bons, as representações se conformam o máximo que podem aos critérios de pessoa que merecem respeito, paciência e consideração. 

O problema no modelo de representatividade ideal e aceita é que nem mesmo o yin-yang lhe serve como analogia, e cada vez mais tende-se a descomplexificar. É confortável pensar que todo preto é ladrão. Mas pensar que existem outros puramente bons, exemplos a serem seguidos, e que por isso é aceitável ostracizar aqueles que cometem erros e, logo, são maus, parece ser tão fácil quanto. 

Qual é o uso, então, do destaque para o discurso de positividade? Talvez acalmar e falar que está tudo bem, tem mesmo pretos no topo. Passar a sensação de paz, finalmente. Falar que você consegue, sim, alcançar esse bom lugar, a melhor coisa que você pode fazer para se tornar um ‘excelente negro’ é tentar não o ser. 

Dado o nosso contexto, acredito não ser exagero afirmar que quando uma população historicamente marginalizada, qualquer uma delas, tenta recuperar sua autoestima, a indústria cultural vê como conveniente e tenta a todo custo comprar de volta os novos discursos a serem desenvolvidos. De um discurso hegemônico e reducionista a outro, se nega a humanidade.

Passei a me incomodar com a ideia de ‘boa representação’, que se converte em ‘real representatividade’ – da forma que é pedida e avaliada – precisamente  no momento em que percebi que esta envolve tornar palatável para o outro a experiência de uma existência. Tornar simples de entender e mais fácil de empatizar, eliminando as  contradições. 

Acredito que esse não seja o desejo de todas as pessoas com quem Good Kid Maad City conversa, mas tomando o álbum de exemplo: se Kendrick não falasse de tudo que há de ruim em Compton para não ‘passar a imagem’ negativa, isso mudaria a situação? Se ele não falasse que queria mudar de vida, isso mudaria a percepção sobre ele? Kendrick voltaria a ser, para quem vê de fora, como qualquer uma das outras pessoas, habitantes do lugar alugado para ser campo de guerra?

Para mim, o que Kendrick faz em GKMC é retomar sua história e de tantas outras pessoas que vivem algo minimamente semelhante. Existem mil histórias sobre ‘delinquentes’ negros nas conspirações conservadoras, na boca de policiais e das mães – nas telas e no imaginário popular se cristaliza a versão que traduz perversidade pura, sem nada antes ou por dentro.

No álbum, conhecemos a versão desnaturalizada e não perdoada, mas humanizada. Kendrick mostra que tudo poderia ser diferente, e que, mesmo não sendo, esses mesmos delinquentes tem psicológico, lados e um coração.

A tendência que coloca na porta que separa as pessoas da câmera um toxicológico para ter certeza de que todos que passam são 100% puros  (porque é a única coisa que podem ser) é uma forma de evitar lidar com complexidades, que acarretaria no aterramento de histórias como a de Kendrick. É apelar para uma unidimensionalidade que aliena, oferecer uma vida dos sonhos e dar a condição de costurar os olhos para obtê-la. Se conhecemos o perigo da história única, precisamos nos atentar para o perigo da única outra história. 

Achar uma solução, ao final de tudo, não seria papel meu. Seria difícil, acho. Se é difícil negociar com a indústria, a alternativa seria produzir apenas fora dela, onde poucos podem ver? Eu não saberia te dizer. No final, há sempre o perigo de sermos negados a possibilidade de contar tudo de novo.

Kendrick tem muitos fãs, inclusive do tipo que não faz questão em escutá-lo. Quem é ele? Seria o esteriótipo falacioso do bom negro? É por isso que ganha reconhecimento? Talvez a negação em lidar com o contraditório e desconfortável ainda é a negação em lidar com alguém que te custa aceitar a individualidade.

Conto as vidas, em todas essas músicas Olho pros fracos e choro, rezo pra que um dia vocês sejam fortes Lutem pelos seus direitos, mesmo que estejam errados E espero que pelo menos um de vocês cantem sobre mim quando eu me for Eu mereço? Me esforcei o bastante?

Sing About Me, i’m Dying of Thirst

Sabiá

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